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Banco Mundial é criticado por política antifraude | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros da Economia de vários países, reunidos em Cingapura, criticaram o Banco Mundial, nesta quarta-feira, pelo corte de doações a países que não cumprem as metas anticorrupção da instituição. O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, tem conduzido uma campanha agressiva desde que assumiu o cargo e já suspendeu mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,1 bilhões) em verbas para projetos da África e da Ásia devido a alegações de corrupção nos países beneficiados. Segundo números do banco, mais de dois mil casos de fraude foram descobertos em projetos financiados pela instituição desde 1999. Vários integrantes do Banco, incluindo França e Alemanha, já haviam demonstrado preocupação com as rígidas condições anticorrupção impostas pelo Banco, alegando que a população pobre acabava sendo penalizada. O Reino Unido havia ameaçado reter 50 milhões de libras (aproximadamente R$ 203 milhões) que havia prometido à instituição como protesto contra as medidas. "Se vamos chegar até os pobres, devemos encontrar formas de oferecer apoio ao desenvolvimento em ambientes que apresentam desafios", disse o ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel. "As novas políticas do banco em relação à governança e à corrupção não podem comprometer sua missão principal de reduzir a pobreza", concluiu ele. Transparência Paul Wolfowitz insiste que não está usando suas metas anticorrupção para diminuir as doações - afirmando que a ajuda oferecida a países em desenvolvimento subiu 9% este ano - mas defendeu a necessidade de transparência no processo. "Se desperdiçarmos nossas verbas em projetos ou instituições em que o dinheiro não é usado de forma apropriada, isso vai prejudicar vários outros países, ministérios ou organizações que demonstraram necessidade e capacidade de administrar mais verbas de forma eficiente", disse o presidente do Banco Mundial. Mas o ministro das Finanças da Índia, Palaniappan Chidambaram, disse que a instituição corria o risco de impedir o desenvolvimento econômico com suas medidas. "O desenvolvimento não pode esperar pela melhoria na governança e por um mundo sem corrupção. Eles devem acontecer ao mesmo tempo", defendeu ele. O presidente do Banco central brasileiro, Henrique Meirelles, sugeriu que os países em desenvolvimento participem na concepção de programas anticorrupção que sejam condizentes com suas circunstâncias. "Uma lição chave dos últimos 60 anos no Banco é que o desenvolvimento não pode ser feito em um país, ele deve ser feito por um país". O Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial, que planeja a linha política da instituição, se reuniu nesta segunda, antes dos encontros com todos os integrantes do Banco e do Fundo Monetário Internacional, que acontecem nesta terça e quarta. |
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