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Atualizado às: 08 de setembro, 2006 - 10h09 GMT (07h09 Brasília)
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Ataque perto de embaixada dos EUA mata 16 em Cabul
Local da explosão em Cabul
Explosão teve como alvo comboio do Exército americano
Uma explosão, possivelmente provocada por um carro-bomba, matou pelo menos 16 pessoas e feriu outras 30 na capital do Afeganistão, Cabul, nesta sexta-feira.

Segundo a polícia, o ataque ocorreu perto da embaixada dos Estados Unidos e tinha como alvo um comboio militar americano.

O Exército americano informou que dois dos mortos e dois dos feridos eram soldados.

Ainda nesta sexta-feira, generais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reúnem na Polônia para discutir o envio de mais tropas ao Afeganistão.

Novos combates

Um correspondente da BBC em Varsóvia disse que a reunião será uma oportunidade para que os comandantes militares reavaliem suas táticas.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, já tinha dito anteriormente que alguns membros da entidade não "estavam fazendo o suficiente".

As tropas da Otan lançaram uma grande ofensiva contra militantes do Talebã no sul do Afeganistão, batizada de Operação Medusa.

Trata-se da maior operação militar na região desde julho, quando as forças de paz da Otan assumiram o controle, que antes estava com as tropas lideradas pelos Estados Unidos.

Vários soldados da Organização, em sua maioria britânicos e canadenses, morreram nos combates com os militantes do Talebã desde julho.

Mas, segundo a Otan, mais de 20 combatentes da milícia foram mortos em confrontos, apenas na quinta-feira.

'Pior que o Iraque'

Um comandante das tropas britânicas, brigadeiro Ed Butler, disse, em entrevista à rede de televisão ITV, que os soldados atuando no Afeganistão estão enfrentando combates piores do que os que estão servindo no Iraque.

O principal comandante da Otan, o general James Jones, disse, na quinta-feira, que a aliança foi pega de surpresa pela escalada da violência na região.

Ele previu que as próximas semanas serão decisivas na luta contra os insurgentes.

Comandantes em terra pediram reforço de centenas de soldados, além de helicópteros e aviões.

"Estamos falando de reforços modestos", disse Jones.

O secretário-geral Scheffer concorda.

"Os aliados que estão fazendo menos no Afeganistão deveriam pensar: 'Talvez precisássemos fazer mais? Certamente existem aliados que podem oferecer mais", afirmou ele, em uma entrevista coletiva em Bruxelas.

O analista da BBC para assuntos diplomáticos, Jonathan Marcus, afirmou que os comentários de Scheffer são o reconhecimento de que os comandantes da Otan não dispõem dos recursos necessários.

Muitos especialistas acreditam que houve sérias falhas na avaliação de serviços de inteligência quando a missão inicial foi estabelecida.

Segundo Marcus, mesmo que esses reforços estejam por vir, muitos analistas seguem céticos sobre se a Otan vai conseguir atingir seus objetivos no Afeganistão.

O Talebã governou o país até 2001, quando foi derrubado por uma ofensiva liderada pelos Estados Unidos, após os ataques de 11 de setembro daquele ano.

Confrontos no AfeganistãoAfeganistão
Soldados britânicos filmam combates.
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