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Ex-presidente do Paraguai morre em hospital de Brasília | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente do Paraguai Alfredo Stroessner morreu nesta quarta-feira em Brasília. Stroessner, de 93 anos, governou o Paraguai entre 1954 e 1989 e estava exilado no Brasil desde que foi retirado do poder, em fevereiro de 1989, em um golpe liderado pelo comandante do Exército paraguaio, general Andres Rodrigues. O ex-presidente estava internado no Hospital Santa Luzia desde o mês passado com pneumonia e, nos últimos dias, respirava com ajuda de aparelhos, segundo informações de um porta-voz do hospital. Stroessner contraiu pneumonia depois de passar por uma cirurgia de hérnia realizada no dia 29 de julho. Nas últimas semanas de vida, Stroessner estava debilitado e pesava apenas 45 quilos. Justiça O ex-presidente enfrentava vários processos, a maioria por violações de direitos humanos. Várias organizações responsabilizaram seu governo por pelo menos 900 casos de assassinatos e desaparecimentos durante seu regime. O deputado Rafael Filizzola, do Partido Solidário, de oposição, lamentou o fato de Stroessner nunca ter sido julgado. "As vítimas que desapareceram, foram torturadas e mortas devem estar com a sensação de que não houve justiça (para o ex-presidente). Não se pode permitir que o corpo (de Stroessner) receba honras no Paraguai", disse o deputado. Segundo a versão digital do jornal paraguaio ABC, o senador Juan Manuel Boveda afirmou que "tudo o que se vê no Paraguai, e o que não se vê também, foi feito por Stroessner". O senador teria dito que o ex-presidente merece honras se seu corpo for transferito para o Paraguai. José Alberto Planás, amigo da família Stroessner, informou a uma rádio paraguaia que o corpo do general será velado em Brasília. Planás acrescentou que os familiares do ex-presidente devem decidir se seu corpo será levado para sepultamento na Paraguai. |
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