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Juiz do Paraguai pede extradição de Stroessner | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz do Paraguai pediu a captura e extradição do ex-dirigente militar do país, Alfredo Stroessner, que vive exilado no Brasil. O magistrado Gustavo Santander emitiu a ordem devido à desaparição de três pessoas que foram presas durante a chamada "Operação Condor" - plano de repressão executado pelos serviços de inteligência militar dos governos do Brasil, Chile e Argentina nas décadas de 70 e 80. Stroessner, que tem 91 anos de idade, só pode ser extraditado se o governo brasileiro revogar seu asilo político. Entidades de direitos humanos atribuem ao regime de Stroessner pelo menos 900 assassinatos e a desaparição e tortura de milhares, durante os 35 anos em que governou o Paraguai. Desaparecidos Os três paraguaios desaparecidos, Federico Tatter, Ignacio Samaniego e Oscar Luis Rojas, foram presos entre 1976 e 1978. O juiz Santander também convocou o ex-comandante das Forças Armadas do Paraguai Alejandro Fretes Davalos e 30 oficiais para serem interrogados. Há duas semanas, a Suprema Corte do Chile derrubou a imunidade parlamentar do ex-presidente chileno Augusto Pinochet. O ex-líder militar chileno também é acusado de envolvimento na Operação Condor. Stroessner chegou ao poder após um golpe militar em 1954 e permaneceu no poder até 1989. |
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