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Votação é encerrada no Congo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As seções eleitorais fecharam suas portas na República Democrática do Congo esta tarde, depois das primeiras eleições multipartidárias no país em 40 anos. A votação, que ocorreu sob a proteção da maior força de paz das Nações Unidas no mundo, vai eleger o presidente e 500 representantes parlamentares e tem como objetivo pôr fim à violência que assola o país. A capital Kinshasha, onde várias pessoas morreram esta semana, esteve calma durante todo o dia. Entre os 32 candidatos à presidência, está o atual ocupante do cargo, Joseph Kabila. Mais de 9 mil candidatos concorriam às vagas no Parlamento e cerca de 25 milhões de eleitores estavam registrados para comparecer às urnas. Momento histórico A votação começou às 6h horário local (2h em Brasília), mas correspondentes informaram que algumas seções abriram com atraso de até uma hora. Muitas pessoas andaram horas para votar, enquanto outras preferiram enfrentar filas durante a madrugada. "Nós temos fome - queremos um líder que conheça nosso sofrimento. As pessoas estão morrendo todos os dias e onde está o governo?", perguntava Christine Tumba, a caminho de sua seção. Outro eleitor, Donatien Kalinga, disse que estava feliz com o prospecto de votar. "Espero que o povo do Congo agora se beneficie das riquezas com que fomos abençoados - diamantes, ouro, cobre", disse ele. A votação foi encerrada às 17h horário local, mas os resultados oficiais só devem ser divulgados daqui a algumas semanas. Segurança Um porta-voz das Nações Unidas disse que as eleições haviam corrido de maneira tranqüila, apesar de dificuldades técnicas em alguns locais, como listas de eleitores incorretas e a falta de material para o pleito. A polícia passou o dia dirigindo pelas ruas da capital, enquanto as tropas da ONU ficavam estacionadas em pontos estratégicos. A correspondente da BBC Karen Allen, no leste do país, disse que as forças de paz da ONU estavam em veículos blindados e usando roupas especiais para o caso de haver violência. Segundo informações da agência de notícias AFP, onze seções eleitorais foram danificadas na região de Kasai, no sudeste do Congo. Três pessoas teriam ficado feridas na cidade de Mbuyi-Maji - um reduto do líder de oposição Etienne Tshisekedi, cujo partido estava boicotando as eleições - quando uma bomba caseira foi lançada contra um posto de votação. O país teve a guerra civil formalmente suspensa há três anos, depois da assinatura de um acordo de paz envolvendo diferentes facções e o governo, mas os exércitos não se desfizeram e ainda há confrontos em várias regiões do país. Várias das facções que participam dos confrontos têm candidatos nas eleições. |
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