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Anistia faz alerta sobre mortes de mulheres na Guatemala | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Guatemala ainda não está tomando medidas para lidar com um grande número de assassinatos de mulheres e crianças no país, de acordo com a organização de defesa de direitos humanos Anistia Internacional (AI). Segundo a organização, houve pouco progresso nesse sentido desde junho de 2005, quando ela fez um apelo para que as autoridades tomassem providências em relação ao problema. Até 70% dos assassinatos de mulheres não são investigados, e ninguém foi preso em pelo menos 97% dos casos, disse a Anistia. Algumas autoridades do país reconhecem a seriedade do problema, mas várias ainda tendem a culpar as vítimas. O mais recente relatório da Anistia Internacional menciona dados da polícia que mostram que 229 mulheres e meninas foram mortas na Guatemala no primeiro semestre de 2006. Muitos dos assassinatos são particularmente brutais, em que as mulheres são vítimas de violência sexual, mutilação e desmembramento. A Anistia diz que sabe de apenas duas condenações em um total de 665 casos de assassinatos de mulheres em 2005. Seqüestro Entre os casos assinalados no relatório está o de Cristina Hernandez, que foi forçada a entrar em um carro parado na frente de sua casa em 27 de julho de 2005. Seu pai tentou persegui-los em vão e depois foi à polícia registrar a ocorrência de seqüestro. Ele pediu aos policiais que criassem bloqueios nas estradas para tentar localizar a filha. Mas os policiais se recusaram a fazer isso alegando que freqüentemente moças fogem com os seus namorados. A busca não pode ser iniciada antes de 24 horas do desaparecimento. O corpo de Cristina foi encontrado na manhã seguinte. Ela foi baleada quatro vezes, e o cadáver apresentava mordidas. A sua família, receosa por sua segurança, mudou de casa. Os assassinos da jovem guatemalteca ainda estão à solta. A Anistia diz que, em muitos casos, não são realizadas nem as investigações mais básicas, não se buscam indícios no local do crime, e nem são preservadas pistas potenciais. Excesso de casos, falta de equipamento e de investigadores da polícia fazem com que poucos casos sejam investigados de maneira persistente. A Anistia Internacional está apelando às autoridades guatemaltecas para que melhorem a qualidade das investigações criminais, inclusive dando mais treinamento a investigadores. O relatório da entidade também pede mais esforços para garantir a segurança de testemunhas de crimes e familiares de vítimas e que os casos de seqüestro de mulheres e meninas sejam seguidos até sua solução. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Brigas em prisões na Guatemala deixam 30 mortos16 de agosto, 2005 | Notícias Brasileiro é condenado a 326 anos na Espanha22 junho, 2006 | BBC Report Parte dos britânicos considera mulheres 'culpadas por estupro'21 de novembro, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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