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Atualizado às: 14 de julho, 2006 - 11h47 GMT (08h47 Brasília)
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Soldados brasileiros são feridos no Haiti
Base militar da Minustah no Haiti
Crianças coletam balas vazias tendo ao fundo veículo da Minustah
Três soldados brasileiros ficaram feridos em incidentes com grupos armados na capital do Haiti, Porto Príncipe, nesta quinta-feira.

Os militares, que não correm risco de vida, fazem parte das tropas de paz da ONU, a Minustah.

Segundo a versão oficial da Minustah, reproduzida em nota divulgada pelo Exército brasileiro, os "boinas azuis" foram atacados em incidentes separados.

Pela manhã, os soldados foram alvejados quando tentavam remover um caminhão que bloqueava uma rua no bairro de Cité Soleil, o mais pobre e violento de Porto Príncipe.

Na ocasião, dois civis haitianos sofreram ferimentos nas pernas e foram atendidos, afirmou o Exército.

Uma mulher morreu. Testemunhas disseram à agência AP que ela comprava comida em um mercado movimentado quando foi atingida por uma bala perdida, em meio ao fogo cruzado.

À tarde, militares da Minustah que patrulhavam uma escola no mesmo bairro voltaram a entrar em tiroteio.

Dois soldados de uma unidade paraibana – Renato Dannylo Barreto e Leandro Lino – foram feridos. Eles foram levados ao hospital argentino da Minustah e receberam tratamento.

Pouco depois, o fuzileiro da Marinha Francisco Marcelo Batista, do Rio de Janeiro, foi atingido na boca.

O Exército disse desconhecer a origem dos tiros.

Instabilidade

A crescente violência coloca à prova a missão estabilizadora da ONU, formada por cerca de 8 mil homens e liderada pelo Brasil.

Os confrontos aumentaram o temor de que a nação caribenha volte à espiral de violência em que se encontrava antes da queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004.

No início da semana, as autoridades informaram que mais de 20 pessoas haviam sido mortas no subúrbio de Martissant, ao sul da capital, no que parece haver sido uma chacina motivada por disputa entre gangues rivais.

Na quarta-feira à noite, o presidente René Préval negou que a violência que assusta o país tenha motivação política.

"A insegurança que hoje prevalece, na minha opinião, é banditismo relacionado à miséria, drogas e a libertação de alguns gângsters", afirmou.

"A segurança política foi alcançada."

As declarações foram feitas durante a nomeação de Luc Eucher Joseph para o posto mais alto da hierarquia policial haitiana.

Durante o governo anterior de Préval, o oficial ganhou reputação por seus esforços contra a corrupção na corporação.

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