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Préval pede 'menos tanques e mais tratores' à ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente eleito do Haiti, René Préval, disse que a missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, precisa ser modificada para atender às necessidades atuais do país. "Temos que reorientar a missão. Precisamos de menos tanques, menos armas, mais tratores, mais dinheiro, para construir estradas, canais, para o povo haitiano, especialmente os mais necessitados", afirmou Préval numa entrevista coletiva nesta quarta-feira na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. Préval disse que a Minustah ajudou a criar o clima de segurança que permitiu a realização das eleições, mas disse que hoje o país vive uma nova fase. "Depois das eleições, o nível de segurança melhorou. Agora é preciso reformar a polícia e a Justiça e para isso contamos com a solidariedade internacional", afirmou. Antes, numa sessão do conselho permanente da OEA, ele agradeceu ao apoio recebido dos países-membros da organização e prometeu trabalhar para um acordo entre as forças políticas do país para reformar e desenvolver o país e prometeu continuar com os projetos do governo atual. Recursos Na visita de três dias aos Estados Unidos, o presidente eleito do Haiti visitou a sede da ONU, em Nova York, e se encontrou em Washington com o presidente americano George W. Bush, e com representantes do Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Fundo Monetário Internacional (FMI). Préval pediu mais recursos para reconstruir a infraestrutura do país, mas disse que ainda não conseguiu nada de concreto. "É difícil ver os resultados assim imediatamente", explicou. Na ONU, ele pediu mais recursos financeiros e a permanência da missão no país por tempo indeterminado. Préval foi o primeiro colocado numa eleição disputada por 34 candidatos. Ele foi o mais votado mas não obteve a maioria dos votos válidos e foi declarado vencedor depois de um acordo com a participação de OEA e diplomatas estrangeiros, entre eles do Brasil. A posse de Préval, que já foi remarcada várias vezes por causa do adiamento da posse do Congresso, agora foi marcada para o dia 14 de maio. |
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