BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 05 de julho, 2006 - 16h40 GMT (13h40 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Itália prende suspeitos de ajudar CIA em 'seqüestro'
Base militar americana em Aviano, norte da Itália
Base militar americana em Aviano, norte da Itália
Dois agentes secretos italianos foram presos suspeitos de ajudar a CIA, a agência secreta americana, no suposto seqüestro de um suspeito de terrorismo em Milão, em 2003.

Informações não confirmadas vindas da Itália afirmam que um dos agentes é Marco Mancini, uma autoridade da agência de inteligência italiana Sismi.

Mancini é o ex-chefe da divisão antiterrorismo do serviço secreto italiano. Ele participou das negociações para libertar reféns italianos seqüestrados no Iraque.

Segundo promotores italianos foram emitidos mandados de prisão para quatro americanos, aumentando o número de mandados de prisão para 22.

O governo anterior da Itália negou qualquer participação na prisão do clérigo muçulmano egípcio Osama Mustafa Hassan, que afirmou que foi levado ao Egito e torturado.

Os dois agentes presos são os dois primeiros italianos que estariam envolvidos na investigação. Um já estaria detido o, enquanto o outro estaria em prisão domiciliar.

Suposto seqüestro

Hassan, que também é conhecido como Abu Omar, teria sido seqüestrado em uma rua em Milão no dia 17 de fevereiro de 2003 e levado para fora da Itália a partir da base aérea de Aviano, ao norte de Veneza.

O clérigo, que recebeu o status de refugiado na Itália, já estava sendo investigado por autoridades italianas como parte de um inquérito a respeito de terrorismo.

Promotores de Milão investigando o suposto seqüestro acreditam que Hassan foi levado pela CIA e levado a Aviano para interrogatório antes de ser levado para o Cairo passando pela base aérea de Ramstein, na Alemanha.

O clérigo ainda está preso no Egito mas conseguiu fazer contato com familiares e amigos durante um breve período de liberdade. Um amigo que conversou com Hassan disse que ele sofreu choques elétricos e outras formas de tortura.

Americanos

O gabinete da Promotoria de Milão divulgou uma nota dizendo que três dos quatro americanos procurados eram agentes da CIA e o quarto trabalhava na base aérea de Aviano.

As autoridades americanas se recusaram a cooperar com o Ministério da Justiça italiano na elaboração dos outros 22 mandados de prisão. O ministro da Justiça da Itália, Roberto Castelli, se recusou a passar para os Estados Unidos um pedido de extraditar os procurados.

Promotores conseguiram encontrar os suspeitos usando registros de ligações por telefone celular, contas de hotel e outras fontes.

O governo americano reconhece que transferiu suspeitos de terrorismo entre países como parte de sua política de "execução extraordinária", mas nega que os tenha torturado.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade