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Atualizado às: 07 de junho, 2006 - 18h53 GMT (15h53 Brasília)
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Para EUA, relatório sobre vôos da CIA não traz novidade
Avião em Praga
EUA não negam ter transportado suspeitos para ser interrogados
Os Estados Unidos criticaram nesta quarta-feira relatório do Conselho da Europa que concluiu que 14 países europeus foram coniventes com a CIA, a agência de inteligência americana, na criação do que foi caracterizada como "uma rede de detenções ilegais e transferências entre fronteiras de suspeitos de terrorismo para interrogatórios".

O Conselho da Europa é a agência que supervisiona a política de direitos humanos no continente.

"Nós não vemos nenhum fato novo concreto nele", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, alegando que se tratava apenas de "um cozido" do que já foi alegado, de acordo com a agência de notícias AP.

McCormack disse que as autoridades americanas não tiveram a oportunidade de ler todo o relatório, mas afirmou: "Eu acho que certamente nós estamos desapontados com o tom e o conteúdo (do relatório)".

O relatório é de autoria do senador suíço Dick Marty elaborado depois de uma investigação de sete meses.

Imagens de satélite

Marty examinou registros de tráfego aéreo, imagens de satélite e os depoimentos daqueles que afirmam que foram seqüestrados, levados como prisioneiros.

O senador identificou uma "teia de aranha" de vôos americanos e pontos de pouso em todo o mundo.

Marty afirmou que os Estados Unidos precisam ser responsabilizados pelos vôos, mas concluiu que o programa pôde operar apenas com a "intencional ou negligente conivência dos parceiros europeus".

O senador afirmou que Espanha, Turquia, Alemanha e Chipre forneceram "pontos para a realização" destas operações e a Grã-Bretanha, Portugal, Irlanda e Grécia eram "pontos de parada".

O relatório também afirma que Itália, Suécia, Macedônia e Bósnia permitiram o seqüestro de moradores de seu território.

As acusações mais graves foram feitas contra a Polônia e Romênia, onde, segundo Marty, há provas para apoiar as suspeitas de que as supostas prisões secretas da CIA foram estabelecidas.

Tortura

Vários países europeus acusados de conivência também rejeitaram o relatório. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que ele não acrescentou nada às informações existentes e seu governo não tem nada a acrescentar ao que já disse sobre o assunto.

Líderes de Polônia e Romênia, países que o relatório acusa de abrigarem centros de detenção secretos da CIA, também criticaram o documento. O primeiro-ministro da Polônia, Kazimierz Marcinkiewicz, disse que a acusação foi "difamatória".

O presidente de uma comissão parlamentar romena sobre o assunto, Norica Nicolai, disse que as afirmações foram "pura especulação".

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu no passado tais operações, dizendo serem legítimas e insistiu que os Estados Unidos não toleram ou são coniventes com tortura.

O senador suíço Dick Marty diz que países como Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha, Turquia, e Chipre fornecerem apoio às operações da CIA.

O Conselho da Europa, que teve dificuldades para obter informações sobre o assunto junto aos países-membros, pode citar e fazer acusações aos países – mas não pode iniciar qualquer processo legal.

As alegações de que a CIA mantinha prisões secretas no Leste Europeu, no Afeganistão e na Tailândia surgiram pela primeira vez em novembro do ano passado na reportagem do Washington Post.

Segundo o jornal, essas prisões foram estabelecidas depois dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos e desde então mais de cem pessoas teriam sido enviadas para o que passou a ser chamado de "pontos negros".

Inicialmente governos europeus pediram satisfações aos Estados Unidos, mas em seguida a mídia de vários países divulgou relatos de que a CIA teria usado aeroportos europeus no seu programa de "rendições extraordinárias".

O programa consistiria em enviar suspeitos de terrorismo para serem interrogados por agentes de segurança em outros países, onde eles não contam com a proteção nem com os direitos assegurados pela lei americana.

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