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Governo liberta 495 prisioneiros no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Iraque libertou neste sábado mais 495 prisioneiros, na sua maioria sunitas, em uma tentativa de promover a reconciliação no país. Com esta nova leva, chega a 3 mil o número de prisioneiros libertados das prisões iraquianas e das controladas pelas forças americanas nas últimas semanas. Estima-se que ainda haja cerca de 12 mil prisioneiros sob custódia da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque. A maioria deles não foi acusada formalmente. Os detentos libertados haviam sido presos nos últimos meses sob suspeita de envolvimento com a insurgência, mas nenhum deles é suspeito de ter participado de atentados, assassinatos ou seqüestros. Maus tratos Eles foram transportados de ônibus para a principal estação rodoviária de Bagdá, onde foram recebidos por seus parentes. Um deles contou à agência de notícias Reuters disse que foi preso por engano, e que o tratamento nas prisões é inaceitável para qualquer muçulmano. "Eles me obrigaram a tirar todas as minhas roupas e ficar nu, e eles (os soldados) puseram seus pés na minha cabeça. Eles me levaram para a prisão de Bucca de olhos vendados e mãos algemadas. Não havia nem água nem comida", disse Talib Jawad à Reuters. A anistia para prisioneiros que não sejam suspeitos de crimes graves é um elemento chave no programa de reconciliação nacional proposto pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki na semana passada. O embaixador americano para o Iraque, Zalmay Khalizad, elogiou a decisão do governo e afirmou que mais prisioneiros poderão ser soltos. "Nós estamos preparados, em consultas com as autoridades iraquianas, para libertar mais prisioneiros no futuro e adotar outros passos concretos que facilitem a reconciliação", disse ele. "Enquanto o governo iraquiano levar esses passos adiante, poderá contar com o apoio do governo americano." A minoria sunita era privilegiada durante o regime Saddam Hussein, e agora calcula-se que ela esteja por trás da maioria dos grupos insurgentes no Iraque. |
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