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Putin quer matar militantes no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira que o serviço secreto do país “encontre e mate” os responsáveis pelo assassinato de quatro diplomatas russos, no Iraque. Putin também disse que “a Rússia agradecerá a todos os amigos que possam dar informações sobre os criminosos”. Os funcionários da embaixada russa foram mortos depois que o comboio em que eles estavam foi interceptado por um grupo armado, no dia 3 de junho, a apenas 400 metros da sede da representação diplomática do país. Um grupo terrorista ligado à Al-Qaeda, o Conselho Mujahideen Shura, assumiu os assassinatos no fim de semana e divulgou um vídeo na internet, no qual uma pessoa é decapitada e outra, morta a tiros. O grupo exigia a retirada da Rússia da Chechênia e a libertação de todos os prisioneiros muçulmanos em 48 horas. Declaração na Duma O anúncio sobre as ordens de Putin para matar os seqüestradores iraquianos foi feito horas depois que a Duma, a Câmara dos Deputados russa, responsabilizou a ocupação do Iraque pelo que aconteceu com os diplomatas. “Estamos completamente convencidos de que os países que ocupam o Iraque poderiam ter evitado esta tragédia”, dizia a declaração da Duma. De acordo com os deputados, o seqüestro foi possível porque “a crise no Iraque está se aprofundando cada vez mais, enquanto as forças de ocupação estão perdendo o controle da situação, e o terror e a violência estão se transformando numa realidade diária no país.” Agentes russos já estiveram, no passado recente, envolvidos com ações letais fora de seu território. Em junho de 2004, dois agentes russos foram condenados à prisão perpétua no Catar pelo assassinato do ex-presidente separatista da Chechênia, Zelimkhan Yanderbiyev, durante a explosão de um carro-bomba. Eles mataram o separatista na capital do país, Doha. Meses depois, a Rússia conseguiu a extradição dos dois agentes, para que eles cumprissem pena em território russo. O caso chocou o Catar, um pequeno país do Golfo Pérsico com grandes reservas de petróleo, que se orgulha do baixo nível de crime local. |
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