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Atualizado às: 22 de junho, 2006 - 18h40 GMT (15h40 Brasília)
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Juventus e Milan podem ser rebaixados na Itália

Francesco Saverio Borrelli
Francesco Saverio Borrelli foi o encarregado de conduzir as investigações para a federação italiana.
O procurador da federação italiana de futebol, Stefano Palazzi, formalizou nesta quinta feira o pedido para levar a processo, a partir da próxima quarta feira, quatro dos maiores clubes do país.

Juventus, Milan, Fiorentina e Lazio são acusados de interferir no andamento e no resultado final de diversas partidas do campeonato, além de não respeitar as normas de honestidade e lealdade, previstas pelo código da justiça esportiva italiana.

Com base em conversas telefônicas grampeadas entre dirigentes dos clubes e seus colaboradores, ficou evidente um sistema de interferências na escolha e condicionamento de árbitros, seleção de jogadores a serem escalados e transações de compra e venda de craques.

Depois de um mês de investigações, a justiça esportiva pediu que Juventus, Milan, Lazio, Fiorentina e mais 26 envolvidos sejam processados.

De acordo com a imprensa italiana os acusados podem ser rebaixados na classificação do último campeonato italiano. Ou ainda passar para a segunda e terceira divisão. No caso do Juventus, pode ainda perder os dois últimos títulos italianos - deste ano e do ano passado.

Poupando a 'Azzurra'

Com receio do efeito sobre os jogadores da seleção "azzurra", a federação italiana de futebol sugeriu que o procurador divulgasse seu pedido somente depois do jogo contra a República Tcheca e do fechamento da bolsa de valores. Juventus e Lazio têm ações cotadas na bolsa e temia-se especulações.

Entre os jogadores da seleção italiana, cinco são da Juventus (o goleiro Buffon, os defensores Cannavaro e Zambrotta, o meio-campista Camoranesi e o atacante Del Piero), cinco do Milan (Inzaghi, Pirlo, Nesta, Gilardino e Gattuso), um da Fiorentina (Toni) e um da Lazio (Oddo).

O Milan, time onde joga os brasileiros Dida, Cafu, Kaká e Serginho, é de propriedade do ex-premiê Silvio Berlusconi, que também é presidente do clube.

O maior acusado, porém, é o ex-diretor geral da Juventus, Luciano Moggi, considerado o principal responsável pelo esquema.

A Juventus, da cidade de Turim, é o clube com maior tradição da Itália.

Chamada de "La Vecchia Signora"- a velha senhora – foi fundado em 1897, ganhou 29 campeonatos nacionais e contou com grandes craques como Giampiero Boniperti, Omar Sivori e Gaetano Scirea. A família Agnelli, dona da Fiat, é a principal acionista do clube.

Investigação nacional

As investigações foram coordenadas pelo juiz Francesco Saverio Borrelli, o mesmo que chefiou os magistrados da Operação Mãos Limpas de Milão, quando descobriu um gigantesco esquema de corrupção envolvendo os principais partidos políticos do país.

O escândalo do futebol - "calcio" em italiano, está sendo chamado de "calciopolis". Estourou em maio e se transformou numa espécie de terremoto no mundo do esporte.

As punições pedidas pela justiça esportiva não encerram o caso, mas apenas marcam o início do processo, que começa na quarta feira.

A sentença, que vai decidir quais serão, efetivamente, as penas a clubes e dirigentes, será divulgada na primeira semana de julho. Depois desta primeira sentença, os acusados podem entrar com recurso à apelação, que será a ultima instância. Nesse caso, o veredicto deve sair no dia 20 de julho.

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