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Membro do PC de Cuba é condenado por corrupção
Juan Carlos Robinson
Robinson, de 49 anos, é membro do partido desde 1982
O Partido Comunista de Cuba informou que a Justiça sentenciou um importante membro do governo a 12 anos de prisão por corrupção.

Juan Carlos Robinson, expulso do Politburo cubano em abril, alegou que era culpado, segundo a imprensa oficial do país.

Robinson, de 49 anos de idade, era visto como um exemplo da futura liderança cubana. Ele foi julgado e condenado na semana passada segundo o jornal oficial Granma.

"Foi demonstrado que Robinson, no processo aberto do enfraquecimento de sua ideologia e com o abuso de sua posição, esqueceu de suas responsabilidades e da integridade exigida de um quadro revolucionário, usando sua influência para obter benefícios", disse o jornal.

O presidente Fidel Castro, que completa 80 anos de idade em agosto, afirmou em 2005 que iria combater a corrupção que ameaçava a sobrevivência do sistema socialista cubano.

Mudanças

Robinson era uma das poucas figuras políticas afro-cubanas na ilha e foi apresentado pelo governo como um exemplo da jovem liderança negra de Cuba.

Mas em abril ele foi demitido do Politburo, acusado de arrogância, desonestidade e abuso de poder.

Nesta quarta-feira a liderança do Partido Comunista indicou que o destino de Robinson deve ser um exemplo, afirmando que "em nosso país ninguém, apesar de suas responsabilidades e méritos, pode desrespeitar a lei. A pessoa que desrespeita vai, inexoravelmente, sentir o peso da justiça revolucionária".

A condenação de Robinson ocorre em meio a uma série de mudanças no Partido Comunista em Cuba, com várias autoridades importantes sendo substituídas.

O governo disse que é preciso aumentar a vigilância contra a corrupção no momento em que o país sai do que foi chamado de "período especial", mais de 15 anos de problemas econômicos graves depois da queda da antiga aliada, a União Soviética.

No final de 2005 o presidente Fidel Castro anunciou uma campanha anticorrupção.

Milhares de estudantes foram enviados para trabalhar em postos de combustíveis para evitar roubos enquanto outros foram enviados para companhias estatais para realizar auditorias em contas.

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17 de novembro, 2005 | Notícias
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