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Atualizado às: 24 de maio, 2006 - 10h35 GMT (07h35 Brasília)
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Hamas critica apoio de Bush a plano de Israel
Ehud Olmert e George W. Bush durante encontro em Washington
Bush pediu diálogo com os palestinos, mas não com o Hamas
O grupo Hamas, que controla a Autoridade Palestina, criticou duramente nesta quarta-feira o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por seu apoio manifestado na véspera às propostas israelenses que incluem o estabelecimento unilateral de suas fronteiras na Cisjordânia.

Um porta-voz do Hamas disse que as propostas apoiadas por Bush significariam o fim da causa palestina.

As declarações de Bush foram feitas após um encontro em Washington com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. No encontro, Bush pediu a Olmert que retome as conversações diretas com os palestinos.

“Eu acredito, e o primeiro-ministro Olmert concorda, que um acordo final negociado atende melhor a ambos, israelenses e palestinos, e à causa da paz", afirmou Bush em entrevista coletiva conjunta em Washington.

Abbas e Hamas

Bush afirmou que acredita que ainda se pode chegar a um entendimento com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e condenou o grupo militante Hamas.

O presidente dos Estados Unidos fez uma distinção entre Abbas, que, segundo ele, "fala pela paz", e o Hamas, "que não fala".

O Hamas, que formou um governo depois de sair vitorioso nas eleições parlamentares de janeiro, não reconhece Israel e rejeitou pedidos para um fim da violência em caráter permanente.

O principal porta-voz do governo do Hamas, Ghazi Hamad, disse à agência de notícias France Presse que Olmert mente ao se dizer disposto a negociar uma solução que contemple a existência de dois Estados.

“O programa político de Israel é muito claro – eles querem criar um Estado judeu puro. Ele (Olmert) não está interessado em estabelecer um Estado palestino”, disse Hamad à France Presse.

Os palestinos estão preocupados com as propostas de Olmert, que incluem a retirada de partes da Cisjordânia ocupada e a anexação de outras, além da manutenção de Jerusalém Oriental sob controle israelense.

Os palestinos argumentam que isso os deixaria sem uma porção de terra suficiente para formar um Estado viável algum dia.

Plano de 2002

Segundo Bush, um eventual acordo deve ser baseado no plano de paz acertado em 2002, que prevê a existência de dois Estados democráticos.

O presidente americano disse a Olmert que as suas "idéias ousadas" de uma retirada unilateral de partes da Cisjordânia podem ser um passo-chave.

Olmert, por sua vez, afirmou que vai esgotar todas as opções bilaterais antes de recorrer ao estabelecimento unilateral das fronteiras finais de Israel.

Mas o líder israelense, em sua primeira viagem a Washington desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro, enfatizou que não vai negociar com o Hamas até que o grupo renuncie ao terrorismo e reconheça o direito de Israel de existir.

Bush e Olmert também falaram da importância de impedir que o Irã consiga armas nucleares.

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Hamas é o principal grupo islâmico palestino.
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