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Atualizado às: 13 de maio, 2006 - 23h24 GMT (20h24 Brasília)
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Bush defende programas de 'espionagem'
general Michael Hayden e George W. Bush
Bush também pediu aprovação rápida do general Hayden como futuro chefe da CIA
O presidente americano George W. Bush usou o seu pronunciamento semanal no rádio para defender programas de 'espionagem' lançados por sua administração dentro dos Estados Unidos.

O pronunciamento foi feito depois de alegações de que registros de ligações telefônicas de dezenas de milhares de cidadãos americanos estão sendo coletados por uma agência de inteligência.

Bush disse que todas as atividades de inteligência que ele autorizou são "legais" e têm como alvo a al-Qaeda.

"A privacidade de todos os americanos é rigorosamente protegida em todas as nossas atividades", afirmou.

"O governo não escuta ligações telefônicas sem aprovação do judiciário. Nós não estamos nos intrometendo na vida de milhões de americanos inocentes", disse.

Bush não confirmou nem negou uma reportagem publicada no jornal USA Today dizendo que as três maiores empresas telefônicas do país têm entregue registros de ligações à Agência de Segurança Nacional (NSA) desde 2001.

Um ex-diretor da agência, general Michael Hayden, é o indicado por Bush para se tornar o próximo chefe da CIA.

No seu pronunciamento no rádio, o presidente americano também pediu ao Congresso para que aprove a indicação rapidamente, dizendo que o general Hayden é extremamente qualificado para o posto.

Congressistas deverão questionar as alegações publicadas pelo USA Today.

'Bando de Dados'

O jornal publicou na última quinta-feira que o bando de dados da NSA tinha usado registros de ligações telefônicas fornecidos pela AT&T, Verizon e BellSouth.

A reportagem não alega que o governo teria ouvido as ligações.

Mas cita uma fonte não identificada dizendo que a NSA tinha usado as informações para formar "o maior bando de dados já montado no mundo".

Juntas, as três empresas telefônicas têm mais de 200 milhões de clientes. Elas disseram ao jornal que não violaram nenhuma lei.

O New York Times afirmou em dezembro que a NSA estava vigiando ligações telefônicas trocadas entre suspeitos de envolvimento em atividades terroristas dentro dos Estados Unidos e em outros países.

A reportagem provocou polêmica porque muitos especialistas acreditam que o governo precisa obter permissão explícita de um tribunal para fazer isso, o que não aconteceu.

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