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França marca 1º Dia das Vítimas da Escravidão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A França marca nesta quarta-feira o primeiro Dia das Vítimas da Escravidão da Europa, que segundo o presidente Jacques Chirac, que decretou a data, serve para que "a indelével mancha da escravidão não seja esquecida". Chirac participou de uma cerimônia na capital francesa, Paris, instituindo oficialmente o Dia das Vítimas da Escravidão como o 10 de maio. "Temos que lembrar e fazer Justiça aos milhões e milhões de vítimas anônimas da escravidão hoje. Neste 10 de maio de 2006, a França marca o primeiro dia dedicado à memória do comércio escravo da África, da escravidão e de sua abolição", disse o presidente, ao abrir oficialmente as cerimônias nos Jardins de Luxemburgo, em Paris. Há cinco anos, o Senado francês aprovou uma lei que transformou a escravidão em crime contra a Humanidade. A data também será lembrada no Senegal, uma das ex-colônias da França, de onde escravos eram levados para ser vendidos no Caribe. Em toda a França, devem ser realizadas homenagens às vítimas da escravidão. Na cidade portuária de Nantes, de onde partiram vários navios negreiros, será feito um minuto de silêncio. 'Marginalizados' Em Paris, museus e bibliotecas vão expor objetos e manuscritos da época. "É imperativo que a escravidão ganhe o seu lugar na história coletiva", afirmou o professor de história Marcel Dorigny, um dos idealizadores do Dia das Vítimas da Escravidão. "Franceses que descendem de escravos sentem-se marginalizados, esquecidos pela história." Milhões de pessoas foram deslocadas por franceses, britânicos, portugueses e espanhóis da África para trabalhar em fazendas nas ilhas do Caribe e na América do Sul. A França aboliu a escravidão em 1848, 40 anos antes do Brasil, o último país do mundo a acabar com a prática. O presidente Chirac afirma que o novo feriado não significa que o governo esteja apenas olhando para o passado. Ele diz que vai combater as formas modernas de escravidão, permitindo que empresas que conhecidamente exploram trabalho forçado em qualquer lugar do mundo sejam processadas em tribunais franceses. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ativista premiado diz que o Brasil é pior do que o Haiti para negros03 dezembro, 2004 | BBC Report Unicef cobra ação contra tráfico de pessoas na África23 de abril, 2004 | Notícias ONU quer lembrar escravidão em 200410 de janeiro, 2004 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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