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Parlamento iraniano ameaça sair de tratado nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã vai rejeitar qualquer resolução da ONU que busque o fim do enriquecimento de urânio no país e ameaçou seguir a Coréia do Norte e sair do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Um rascunho de resolução preparado pela Grã-Bretanha e pela França e apoiado pelos Estados Unidos, alerta o Irã para interromper o enriquecimento de urânio, sob a ameaça de medidas não específicas. O parlamento iraniano ameaçou em carta enviada à ONU sair do Tratado se a pressão sobre seu programa nuclear aumentar. O Conselho de Segurança discute o assunto neste domingo. Retirada A saída do Irã iria significar o fim das inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA). A carta enviada ao Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, afirma que a não ser que o impasse seja resolvido de forma pacífica, "não haverá opção para o parlamento a não ser pedir ao governo que retire sua assinatura (do tratado)". O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já havia dito que o tratado não teria validade se viesse a ameaçar os direitos de uma nação. As potências ocidentais acreditam que o Irã estaria tentando desenvolver armas nucleares. As acusações são negadas pelo governo iraniano, que assegura que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
O rascunho da resolução foi criticado pela Rússia e pela China, que se opõem ao fato da resolução não especificar as consequências caso não seja cumprida e deixar em aberto a possibilidade de sanções e até de ação militar contra o Irã. O governo iraniano argumenta que está no seu direito em buscar energia nuclear e que não vai suspender seu programa nuclear. ran says it is within its international rights to seek nuclear power and suspending its nuclear programme is not on the agenda. Escalada de hostilidades Apesar do ocidente e do Irã afirmarem que querem uma solução diplomática para a crise, a retórica hostil está se intensificando e não há sinais de que as negociações possam reduzir a crescente tensão, afirma o correspondente da BBC em Teerã, Frances Harrison. A saída do tratado, que requer uma notificação com três meses de antecedência, deixaria o mundo sem saber o que acontece nas instalações nucleares iranianas. E poderia ser o primeiro passo para o início de um programa de produção de armas nucleares, apesar do governo iraniano negar veementemente que queria produzir uma bomba nuclear. Ministros das Relações Exteriores dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, juntamente com o ministro alemão, se reúnem nesta segunda-feira em Nova York para discutir o assunto. Esta será a estréia no palco internacional da ministra britânica, Margaret Beckett. No sábado, o embaixador dos Estados Unidos junto à ONU, John Bolton, - que quer uma ação dura contra o Irã - disse que estaria disposto a discutir outra forma de fazer a resolução compulsória, mas que ainda não tinha ouvido nenhuma idéia sobre alternativas. |
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