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Atualizado às: 04 de maio, 2006 - 16h35 GMT (13h35 Brasília)
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Condenado pelo 11/9 acusa tribunal de 'hipocrisia'
Desenho de Zacarias Moussaoui durante o julgamento
Moussaoui ficará na prisão de segurança máxima do Colorado
Zacarias Moussaoui, a única pessoa processada pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, disse que a "hipocrisia" do tribunal que o julgou é "inacreditável".

O comentário foi a reação de Moussaoui depois que a juíza Leonie Brinkema pronunciou sua sentença de prisão perpétua nesta quinta-feira.

"Só vocês sofrem, só vocês têm sentimentos", disse o réu, que também amaldiçoou os Estados Unidos e pediu a Deus que salve Osama Bin Laden.

Essa provavelmente será a última aparição pública de Moussaoui, que será colocado em confinamento solitário em uma prisão de segurança máxima no Estado americano do Colorado, juntamente com Richard Reid, que tentou detonar explosivos escondidos em seu sapato dentro de um avião.

A mãe de Zacarias Moussaoui apelou para que ele, que é francês de origem marroquina, cumpra pena na França.

Moussaoui não terá direito a liberdade condicional. Ao pronunciar a sentença, a juíza disse que o condenado não demonstrou remorsos por seu crime.

Pena de morte

A promotoria havia recomendado a sentença de morte, sob o argumento de que "não há lugar nesta boa Terra" para o réu.

Mas os advogados de defesa argumentaram que ele deveria passar o resto de sua vida preso, ao invés de ser transformado em mártir ao ser executado.

No momento em que o veredicto foi lido Moussaoui gritou: "América, você perdeu!"

Durante seis semanas de julgamento em um tribunal no Estado da Virgínia a promotoria também insistiu que Moussaoui escondeu informações que poderiam ter ajudado a impedir os ataques.

Em seu testemunho, o acusado disse que não tinha "arrependimentos ou remorsos" e gostaria que o 11 de setembro acontecesse todos os dias.

Moussaoui foi preso em agosto de 2001 pela imigração, em uma escola de simulação de vôo em Minnesota.

Apesar de estar na cadeia no dia dos atentados, a promotoria afirmava que ele mentiu para permitir que os ataques pudessem ocorrer.

Unanimidade

O veredicto que determinou a prisão perpétua não foi unânime. Segundo a lei americana, todos os membros do júri precisam estar de acordo para que a pena de morte seja aplicada.

Os membros do júri disseram acreditar que o conhecimento que Moussaoui tinha do plano que levou aos ataques de 11 de setembro de 2001 era limitado, e três dos jurados afirmaram que, se ele estava envolvido nos ataques, seu papel não foi importante.

Segundo o correspondente da BBC, Matt Frei, o governo americano efetivamente perdeu o caso.

Frei afirma que a promotoria não conseguiu demonstrar aos jurados que Moussaoui sabia de toda a verdade sobre os ataques antes de sua execução, e que os ataques não teriam ocorrido se ele tivesse dito a verdade.

Reação

Carrie Lemack, cuja mãe morreu a bordo de um dos aviões seqüestrados no dia 11 de setembro de 2001, disse, depois do veredicto, que Moussaoui recebeu a sentença que merecia.

"Ele queria fazer parte da Al Qaeda e queria matar americanos", afirmou.

O ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que era o prefeito da cidade na época dos ataques e prestou depoimento no julgamento de Moussaoui, disse que a sentença de morte deveria ter sido aprovada para um homem que mentiu para investigadores a respeito do plano.

"Se ele tivesse dito a verdade, ele poderia ter evitado os ataques. Acho que isso o transformaria em uma parte muito importante da conspiração", disse.

Mas o ex-prefeito acrescentou que o veredicto reforçou sua fé no sistema judicial americano. "O maior valor é demonstrar como é a América. A América venceu esta noite", afirmou.

O presidente americano, George W. Bush, disse que o veredicto representa "o fim deste caso, mas não um fim à luta contra o terror".

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