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Acusado por 11/9 sofreu 'abusos na infância', diz defesa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Zacarias Moussaoui, o único acusado por envolvimento direto nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, foi criado em um lar desfeito onde sua mãe era espancada repetidamente, segundo alegações de sua defesa. Os advogados da defesa de Moussaoui convocaram para o julgamento no Estado da Virginia a especialista em comportamento Jan Vogelsang. Vogelsang também afirmou que na família de Moussaoui há casos de doenças mentais. Vogelsang deu seu depoimento como testemunha especializada durante os depoimentos que devem determinar se Moussaoui deverá ser executado ou condenado à prisão. Moussaoui estava preso em Minnesota na época do ataque, mas na fase anterior do julgamento os promotores conseguiram argumentar, com sucesso, que ele escondeu informações impedindo que agentes federais identificassem e parassem alguns dos seqüestradores. Insulto No início de seu depoimento, Vogelsang disse que não estava tentando encontrar uma justificativa para as ações de Moussaoui, mas tentando ajudar a explicar a razão de suas ações. A especialista afirmou que Moussaoui passou por vários orfanatos nos seis primeiros anos de vida e, quando era adolescente, na França, foi rejeitado pela família de sua namorada, com insultos como "árabe sujo". Vogelsang também afirmou que sua mãe, Aicha el-Wafi, era fisicamente abusada durante a gravidez de Moussaoui e seus outros seis irmãos. Advogados de defesa estão tentando convencer o júri a poupar a vida de Moussaoui, argumentando que existem provas de que ele tem problemas mentais. A defesa também alega que ele teve um papel limitado no plano e na execução dos ataques de 11 de setembro de 2001 e sua execução apenas iria completar seu sonho de se transformar num mártir. Na última quinta-feira, Moussaoui disse que não lamenta e nem sente remorso pelos ataques que mataram quase 3 mil pessoas. Depoimento Vogelsang deu seu depoimento depois de uma sessão fechada com a juíza Leonie Brinkema. A defesa esperava chamar para depor Richard Reid, o homem do "sapato-bomba", que está cumprindo pena de prisão perpétua por tentar explodir um avião que se dirigia aos Estados Unidos. Mas na sexta-feira a juíza Brinkema anulou uma ordem que pedia o depoimento de Reid. O júri agora poderá ouvir o depoimento por escrito de Reid. Moussaoui afirmou que ele e Reid iriam seqüestrar um quinto avião no dia 11 de setembro de 2001 e atirar a aeronave contra a Casa Branca em Washington. Advogados de Moussaoui sugeriram que ele inventou a história do quinto avião para sabotar a própria defesa e também alegam que ele tenta aumentar seu papel nos acontecimentos. A juíza afirma que os jurados poderão iniciar as deliberações ainda nesta semana. A promotoria encerrou suas deliberações na quarta-feira, depois de apresentar ao júri provas como gravações feitas no dia dos ataques em 2001. Vários familiares das vítimas deram depoimento, contanto como os ataques afetaram suas vidas. O júri também ouviu a gravação da cabine de um dos aviões seqüestrados. |
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