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Acusação pede pena de morte para acusado de ataques | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Promotores no julgamento de Zacarias Moussaoui, o único acusado por envolvimento direto nos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, pediram a pena de morte. A equipe de defesa argumentou que se a pena de morte for aplicada, Moussaoui poderá ser transformado em um mártir. O julgamento de Moussaoui teve início na segunda-feira no estado americano da Virgínia e poderá se estender por três meses. Moussaoui, um cidadão francês de origem marroquina, estava preso quando os ataques de 2001 ocorreram, mas já se declarou culpado de seis acusações que o envolvem em planos da Al-Qaeda de atacar os Estados Unidos. Os promotores afirmam que o acusado deve ser condenado à morte por não ter fornecido a informação que poderia ter evitado os ataques. O promotor Rob Spencer afirmou que Moussaoui sabia que havia uma "bomba relógio nos Estados Unidos". Falando pela defesa, o advogado indicado pela Justiça, Edward MacMahon, pediu que o júri não permita que Moussaoui se transforme "em uma face sorridente em um pôster de recrutamento para Osama Bin Laden". "Por favor não o transformem em um herói. Ele não merece este destino", disse. Se for poupado da pena de morte, Moussaoui será condenado à prisão perpétua. Videoconferência O juiz Leonie Brinkema disse aos jurados que eles precisam decidir qual será a punição de Moussaoui “guiados pela razão e pelo sentido de justiça”. A defesa tenta retratar o acusado como uma pessoa que não teve um envolvimento direto com os ataques. Em uma medida sem precedentes, centenas de familiares dos que morreram nos ataques vão poder assistir ao vivo aos procedimentos por meio de videoconferência, em salas em todo o país. Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques em que dois aviões foram seqüestrados e jogados sobre o World Trade Center, em Nova York, um terceiro sobre o prédio do Pentágono, em Washington, e um quarto caiu sobre um campo na Pensilvânia. Ruas fechadas Ruas em volta do local do julgamento foram fechadas e policiais foram enviados ao local, que fica a poucos quilômetros do Pentágono. Os 18 jurados foram escolhidos entre mais de 80 pessoas, horas antes do início do julgamento. “Ao tomar esta decisão difícil a respeito da punição, vocês devem ser guiados pela razão e justiça e não pelo preconceito ou simpatia pelo acusado ou pelas vítimas”, disse o juiz Brinkema aos jurados. O acusado, de 37 anos de idade, sentou em silêncio no banco dos réus, vestindo verde. Moussaoui foi preso em uma escola de aviação em Minnesota um mês antes dos ataques. Ele admitiu que estava planejando pilotar um avião e jogá-lo na Casa Branca, mas insistiu que não sabia sobre todos os ataques do 11 de setembro. Nas palavras do promotor Rob Spencer, o acusado “fez sua parte como um leal soldado da Al-Qaeda” e “mentiu para que o plano pudesse prosseguir sem problemas”. ‘Bode expiatório’ O advogado indicado pela Justiça, Edward MacMahon, disse que Moussaoui não poderia ser considerado “um substituto para Osama Bin Laden”. “Ele não pode ser transformado em um bode expiatório pelos fracassos do governo americano logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001”, afirmou. Depoimentos escritos de seis testemunhas, descritas pelo juiz como “combatentes inimigos”, presas pelos militares americanos serão lidos no tribunal. |
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