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Atualizado às: 28 de abril, 2006 - 11h26 GMT (08h26 Brasília)
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Irã mantém desafio no dia do relatório da AIEA
Mohammed ElBaradei
O Irã afirma que tem o direito de utilizar a tecnologia nuclear
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, apresenta nesta sexta-feira um relatório dizendo se o Irã cumpriu com as determinações das Nações Unidas para que suspendesse o seu programa de enriquecimento de urânio.

A exigência foi feita pelo Conselho de Segurança da ONU no mês passado. Foram dados 30 dias para o governo iraniano – o prazo expira nesta sexta-feira.

A expectativa é que o relatório de ElBaradei não traga notícias positivas. O Conselho de Segurança vai discutir o conteúdo do relatório da agência e decidir se tomará ou não medidas contra o Irã.

Mark Fitzpatrick, analista nuclear do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, em Londres, disse à agência de notícias Reuters que os líderes da comunidade internacional estarão atentos ao relatório da AIEA.

Para o analista, o texto será importante para "ajudar o mundo a entender o grau de urgência da crise e o espaço para diplomacia".

"Se a AIEA não puder dizer muito sobre o progresso do Irã, os líderes irão se basear no piores cenários", comentou à Reuters.

Fins pacíficos

O Irã afirma que tem o direito de utilizar a tecnologia nuclear para fins pacíficos e nega as acusações de países ocidentais de que estaria interessado em armas.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad mantém sua posição de prosseguir com o programa nuclear do país.

O líder iraniano afirmou na quinta-feira que o país não vai ceder à pressão externa para abandonar sua tecnologia nuclear.

"Nós obtivemos a tecnologia para produzir combustível nuclear", disse o líder iraniano. "Ninguém pode tirar isso de nossa nação."

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, declarou que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para agir.

Credibilidade

"Os Estados Unidos acreditam que, para ter credibilidade, o Conselho de Segurança da ONU obviamente precisa agir", afirmou Rice.

A secretária de Estado americana se reuniu na quinta-feira com os ministros das Relações Exteriores dos países da Otan (aliança militar ocidental), em Sofia, capital da Bulgária.

A expectativa era de que os ministros da Otan discutissem quais serão os próximos passos para lidar com a crise nuclear do Irã.

Rice disse acreditar que é "altamente improvável" que o Irã tenha cumprido com as exigências da ONU a respeito de seu programa nuclear.

Sem ceder

Na cidade de Zanjan, na região noroeste do Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, disse, em discurso transmitido pela televisão estatal, que o Irã não vai recuar diante da "opressão".

"Se pensam que, ao fazer cara feia para nós, ao aprovar resoluções, vocês podem impor qualquer coisa sobre a nação iraniana ou nos forçar a abandonar nossos direitos óbvios, vocês ainda não conhecem nossa força", disse, em tom desafiador, o líder iraniano.

No dia 29 de março, o Conselho de Segurança da ONU determinou que o Irã deveria cumprir as exigências da AIEA e acatar uma "suspensão total" de suas atividades de enriquecimento de urânio.

Os Estados Unidos argumentam que o Irã está tentando adquirir armas nucleares e tentam conseguir o apoio do Conselho de Segurança para impor medidas duras contra o governo iraniano, incluindo sanções.

As autoridades americanas também não descartam a possibilidade de uma ação militar.

Moderação

A China e a Rússia, que são membros com direito a veto no Conselho de Segurança, são contra as sanções e pedem que todas as partes envolvidas adotem uma postura mais moderada.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a AIEA precisa seguir na função de principal responsável pela resolução da crise.

"Acreditamos que é a AIEA quem deve desempenhar um papel importante, e não jogar esse peso sobre o Conselho de Segurança", afirmou Putin.

Em Pequim, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang, fez um apelo para que o assunto seja tratado com calma.

"Esperamos que as partes relevantes possam manter a calma e exercitar a moderação para evitar medidas que possam complicar a situação", disse Qin.

De acordo com o porta-voz chinês, o problema ainda pode ser "resolvido por meio do diálogo e da diplomacia, que é a opção correta para os envolvidos".

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