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Irã mantém desafio no dia do relatório da AIEA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad mantém sua posição de prosseguir com o programa nuclear do país, apesar de esgotado prazo da ONU para que o país suspenda suas operações de enriquecimento de urânio. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, apresenta nesta sexta-feira relatório dizendo se o país cumpriu ou não com a exigência. Um correspondente da BBC na capital da Áustria, Viena, onde fica a sede do órgão, disse que há pouca expectativa de que o parecer seja positivo, dadas as recentes declarações de Ahmadinejad. O presidente iraniano afirmou na quinta-feira que o Irã não vai ceder à pressão externa para abandonar sua tecnologia nuclear. "Nós obtivemos a tecnologia para produzir combustível nuclear", disse o líder iraniano. "Ninguém pode tirar isso de nossa nação." A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, declarou que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para agir. Credibilidade "Os Estados Unidos acreditam que, para ter credibilidade, o Conselho de Segurança da ONU obviamente precisa agir", afirmou Rice. A secretária de Estado americana se reuniu na quinta-feira com os ministros das Relações Exteriores dos países da Otan (aliança militar ocidental), em Sófia, capital da Bulgária. A expectativa era de que os ministros da Otan discutissem quais serão os próximos passos para lidar com a crise nuclear do Irã. Rice disse acreditar que é "altamente improvável" que o Irã tenha cumprido com as exigências da ONU a respeito de seu programa nuclear. Sem ceder Na cidade de Zanjan, na região noroeste do Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, disse, em discurso transmitido pela televisão estatal, que o Irã não vai recuar diante da "opressão". "Se pensam que, ao fazer cara feia para nós, ao aprovar resoluções, vocês podem impor qualquer coisa sobre a nação iraniana ou nos forçar a abandonar nossos direitos óbvios, vocês ainda não conhecem nossa força", disse, em tom desafiador, o líder iraniano. No dia 29 de março, o Conselho de Segurança da ONU determinou que o Irã deveria cumprir as exigências da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e acatar uma "suspensão total" de suas atividades de enriquecimento de urânio. Nesta sexta-feira, o chefe da AIEA, Mohammed ElBaradei, deve passar suas informações sobre o Irã ao conselho. Os Estados Unidos argumentam que o Irã está tentando adquirir armas nucleares e tentam conseguir o apoio do Conselho de Segurança para impor medidas duras contra o governo iraniano, incluindo sanções. As autoridades americanas também não descartam a possibilidade de uma ação militar. Moderação O Irã afirma que tem o direito de utilizar a tecnologia nuclear para fins pacíficos e nega as acusações de países ocidentais de que estaria interessado em armas. A China e a Rússia, que são membros com direito a veto no Conselho de Segurança, são contra as sanções e pedem que todas as partes envolvidas adotem uma postura mais moderada. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a AIEA precisa seguir na função de principal responsável pela resolução da crise. "Acreditamos que é a AIEA quem deve desempenhar um papel importante, e não jogar esse peso sobre o Conselho de Segurança", afirmou Putin. Em Pequim, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang, fez um apelo para que o assunto seja tratado com calma. "Esperamos que as partes relevantes possam manter a calma e exercitar a moderação para evitar medidas que possam complicar a situação", disse Qin. De acordo com o porta-voz chinês, o problema ainda pode ser "resolvido por meio do diálogo e da diplomacia, que é a opção correta para os envolvidos". |
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