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Atualizado às: 28 de abril, 2006 - 04h34 GMT (01h34 Brasília)
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Irã mantém desafio no dia do relatório da AIEA
Técnicos carregam caixa com óxido de urânio na instalação nuclear iraniana em Isfahan
Irã diz ter direito de usar tecnologia nuclear para fins pacíficos
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad mantém sua posição de prosseguir com o programa nuclear do país, apesar de esgotado prazo da ONU para que o país suspenda suas operações de enriquecimento de urânio.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, apresenta nesta sexta-feira relatório dizendo se o país cumpriu ou não com a exigência.

Um correspondente da BBC na capital da Áustria, Viena, onde fica a sede do órgão, disse que há pouca expectativa de que o parecer seja positivo, dadas as recentes declarações de Ahmadinejad.

O presidente iraniano afirmou na quinta-feira que o Irã não vai ceder à pressão externa para abandonar sua tecnologia nuclear.

"Nós obtivemos a tecnologia para produzir combustível nuclear", disse o líder iraniano. "Ninguém pode tirar isso de nossa nação."

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, declarou que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para agir.

Credibilidade

"Os Estados Unidos acreditam que, para ter credibilidade, o Conselho de Segurança da ONU obviamente precisa agir", afirmou Rice.

A secretária de Estado americana se reuniu na quinta-feira com os ministros das Relações Exteriores dos países da Otan (aliança militar ocidental), em Sófia, capital da Bulgária.

A expectativa era de que os ministros da Otan discutissem quais serão os próximos passos para lidar com a crise nuclear do Irã.

Rice disse acreditar que é "altamente improvável" que o Irã tenha cumprido com as exigências da ONU a respeito de seu programa nuclear.

Sem ceder

Na cidade de Zanjan, na região noroeste do Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, disse, em discurso transmitido pela televisão estatal, que o Irã não vai recuar diante da "opressão".

"Se pensam que, ao fazer cara feia para nós, ao aprovar resoluções, vocês podem impor qualquer coisa sobre a nação iraniana ou nos forçar a abandonar nossos direitos óbvios, vocês ainda não conhecem nossa força", disse, em tom desafiador, o líder iraniano.

No dia 29 de março, o Conselho de Segurança da ONU determinou que o Irã deveria cumprir as exigências da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e acatar uma "suspensão total" de suas atividades de enriquecimento de urânio.

Nesta sexta-feira, o chefe da AIEA, Mohammed ElBaradei, deve passar suas informações sobre o Irã ao conselho.

Os Estados Unidos argumentam que o Irã está tentando adquirir armas nucleares e tentam conseguir o apoio do Conselho de Segurança para impor medidas duras contra o governo iraniano, incluindo sanções.

As autoridades americanas também não descartam a possibilidade de uma ação militar.

Moderação

O Irã afirma que tem o direito de utilizar a tecnologia nuclear para fins pacíficos e nega as acusações de países ocidentais de que estaria interessado em armas.

A China e a Rússia, que são membros com direito a veto no Conselho de Segurança, são contra as sanções e pedem que todas as partes envolvidas adotem uma postura mais moderada.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a AIEA precisa seguir na função de principal responsável pela resolução da crise.

"Acreditamos que é a AIEA quem deve desempenhar um papel importante, e não jogar esse peso sobre o Conselho de Segurança", afirmou Putin.

Em Pequim, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang, fez um apelo para que o assunto seja tratado com calma.

"Esperamos que as partes relevantes possam manter a calma e exercitar a moderação para evitar medidas que possam complicar a situação", disse Qin.

De acordo com o porta-voz chinês, o problema ainda pode ser "resolvido por meio do diálogo e da diplomacia, que é a opção correta para os envolvidos".

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