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Egito prende dez suspeitos de atentados em Dahab | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia do Egito prendeu dez pessoas nas investigações sobre os atentados que deixaram 23 mortos em Dahab, na costa do Mar Vermelho, na segunda-feira. Todos os detidos são egípcios e foram presos na cidade onde ocorreram as três explosões. As autoridades não revelaram mais detalhes sobre as prisões. A polícia trabalha com duas linhas de investigação. Na primeira delas, as suspeitas sobre os responsáveis pelos atentados recaem sobre tribos locais de beduínos que estariam ressentidas com o rápido desenvolvimento do turismo nas terras de seus ancestrais. Outra hipótese investigada pelas autoridades egípcias é a de que a popularidade de Dahab com turistas ocidentais poderia indicar o envolvimento da organização Al-Qaeda nos ataques. Até agora, a versão oficial da polícia egípcia é de que ainda não é possível dizer se os explosivos utilizados nos atentados foram detonados por suicidas ou por equipamentos eletrônicos. Condenação Nesta terça-feira, o primeiro-ministro egípcio, Ahmed Nazif, liderou uma pequena marcha na cidade para demonstrar que tudo está sob controle e evitar conseqüências negativas para a indústria do turismo local. De acordo com um correspondente da BBC em Dahab, apesar de manchas de sangue ainda estarem à vista na cidade, o cenário das explosões já foi alterado pelas autoridades com o propósito de criar uma atmosfera de normalidade. O presidente do Egito, Hosni Mubarak, voltou a condenar o ataque e prometeu levar os responsáveis à Justiça. O partido Irmandade Muçulmana, que faz oposição ao governo, também condenou os ataques, mas acusou as autoridades egípcias de negligência com uma região que já havia sofrido com outras explosões. Os resorts do sul da península do Sinai já foram alvo de outros ataques. Cerca de 60 pessoas morreram em Sharm El-Sheikh em julho do ano passado. O resort de Dahab, localizado na costa do Golfo de Aqaba, fica cerca de 160 quilômetros ao sul da fronteira com Israel e é um destino popular entre mochileiros e turistas estrangeiros, particularmente israelenses. |
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