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Após ataques, turistas começam a deixar Dahab | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Turistas estão deixando a cidade de Dahab enquanto moradores e comerciantes limpam o sangue das ruas e tentam colocar um pouco de ordem na destruição provocada pela explosão de três bombas na noite de segunda-feira. As informações sobre os ataques – que teriam matado 23 pessoas – ainda são muito desencontradas. Tudo o que se sabe com alguma certeza é que as três detonações aconteceram com um pequeno intervalo entre uma e outra. Testemunhas dizem que quando ouviram as explosões não imaginaram que se tratava de um ataque. “Primeiro ouvi só barulho, e logo depois vi outras duas explosões que lançaram fogo para cima. Achei que eram fogos de artifício”, disse o turista francês Antoine Fontaine, que estava a menos de meio quilômetro da bomba mais potente que explodiu no mercado Ghazalla. Logo pela manhã em Dahab era comum a cena de turistas desocupando hotéis, fazendo malas e embarcando em ônibus para deixar o balneário que passou pelo primeiro atentado de sua história. Perto dos três pontos atacados, há pelas ruas muitas manchas de sangue, estilhaços de vidro e restos de produtos típicos vendidos aos turistas. De tempos em tempos, os curiosos que encheram a orla corriam para um ponto ou outro da cidade. Em geral eram atraídos pela descoberta de pedaços de corpos que haviam sido encontrados sob os escombros ou trazidos por mergulhadores do corpo de bombeiros que faziam as buscas nas águas rasas repletas de corais. O diretor do hospital de Dahab Mohamed Hussein disse que na segunda-feira à noite o seu hospital recebeu 12 corpos e outros seis feridos que morreram durante o tratamento. Outras 83 pessoas feridas foram transferidas para hospitais maiores na cidade de Sharm el-Sheik, a cerca de 100 quilômetros. O médico também disse que foram encontrados três corpos completamente destroçados. “Encontramos três cabeças e três pares de pernas separados dos restos dos corpos.” A separação de membros em locais de atentados costuma levantar a hipótese de ataques suicidas. O diretor do hospital diz, no entanto, que acredita que as bombas tenham sido acionadas por controle remoto e não detonadas por suicidas. A egípcia Fatma Ibrahim foi ao hospital com um ferimento na perna provocado por estilhaços de uma das explosões. “Primeiro achei que a explosão tinha sido causada por algum problema elétrico”, disse Fatma, que trabalha na recepção de turistas em Dahab e mora na cidade há um ano. “Estou com medo, mas não sei o que fazer. Tenho que ficar aqui para trabalhar.” |
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