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Choques entre forças do Nepal e maoístas matam 9 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos nove pessoas morreram em confrontos entre forças nepalesas e rebeldes maoístas ocorridos durante a madrugada desta segunda-feira, segundo informações oficiais. Os dois lados se enfrentaram em uma batalha de oito horas, iniciada quando centenas de maoístas invadiram a cidade de Chautara, no leste do Nepal. Os rebeldes atacaram prédios do governo - incluindo uma base militar -, uma torre de telecomunicações, uma delegacia de polícia e um posto de correio antes de serem expulsos pelo Exército. Os choques coincidem com uma onda de protestos contra o rei Gyanendra, que governa o Nepal com poderes absolutos há 14 meses. Gyanendra dissolveu o governo e assumiu poderes totais em fevereiro do ano passado, alegando que o regime de exceção era necessário justamente para reprimir a revolta maoísta, que deixou mais de 12 mil mortos na última década. Os maoístas, que controlam boa parte da zona rural do Nepal, declararam uma trégua em Katmandu e nos arredores da capital nos últimos 19 dias e aderiram a uma greve geral contra o monarca. Protestos As manifestações, concentradas na capital Katmandu, têm ocorrido diariamente desde o dia 6 de abril e já deixaram pelo menos 14 pessoas mortas. A oposição rejeitou uma oferta do rei para nomear um primeiro-ministro e manteve os protestos e uma greve geral. Está programada uma grande demonstração para esta terça-feira. Os rebeles maoístas também rejeitaram a proposta, que definiram como "uma amostra de arrogância feudal e um insulto ao grande mar humano que tomou as ruas". As autoridades vêm impondo toque de recolher há cinco dias em uma tentativa de conter os protestos, dando poderes à polícia de atirar em quem sair às ruas fora do horário permitido, mas os manifestantes têm desafiado a proibição. Ainda nesta segunda-feira, os Estados Unidos ordenaram a retirada de todo o pessoal diplomático que não seja essencial. O anel de segurança montado em torno de Katmandu para impedir a entrada das pessoas na capital acabou virando ponto de concentração dos manifestantes. Uma intersecção foi batizada de Quadrado de Democracia, segundo a agência de notícias France Presse. Os protestos começaram com pedidos para o rei abrir mão dos poderes totais, mas hoje pelo menos parte dos manifestantes quer a abolição total da monarquia. |
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