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Milhares voltam às ruas no Nepal apesar de toque de recolher | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas voltaram às ruas de Katmandu, a capital do Nepal, nesta sexta-feira para protestar contra o rei do país, apesar de um toque de recolher que dá poderes à polícia de atirar em quem descumprir a proibição. Manifestantes destruíram um posto de controle no mesmo local onde a polícia abriu fogo e matou três pessoas na quinta-feira. Uma outra pessoa, que estava entre as dezenas que haviam ficado feridas, morreu dos seus ferimentos nesta sexta, segundo a agência de notícias Associated Press. A revolta no posto de controle começou quando correu pela multidão a notícia de que um dos manifestantes mortos havia sido cremado na presença de apenas um membro da família. As mortes de quinta-feira elevam para 14 o número de mortos nos protestos contra o rei Gyanendra que tomam conta do país há duas semanas. A ONU condenou as forças de segurança do Nepal por "uso excessivo de força" e por fazer disparos indiscriminados" contra pelo menos 100 mil manifestantes. Os manifestantes pedem que o rei Gyanendra entregue o poder e restitua a ordem democrática no país. O monarca assumiu o governo de forma absoluta em fevereiro no ano passado, alegando que o regime de exceção era necessário para acabar com o movimento rebelde de inspiração maoísta no país. Trata-se do segundo dia consecutivo em que as autoridades Nepal restringem o horário de circulação - desta vez de 9h às 20h do horário local. Assim como na quinta-feira, Katmandu está cercada por barreiras e forças de segurança que tentam manter a cidade isolada. No entanto, o correspondente da BBC Nick Bryant diz que pelo menos em Kalanki, onde os manifestantes foram mortos na quinta-feira, os policiais parecem impressionados com a quantidade de pessoas. Outras demonstrações menores estão ocorrendo dentro da área selada. "Tantas pessoas saíram às ruas apesar do toque de recolher e da repressão. É uma indicação de que o nosso movimento foi bem sucedido. Nós vamos continuar até que o resultado favoreça o povo do Nepal", disse o líder do Congresso nepalês, Krishna Prasad Sitaula, à agência Reuters. A cremação que gerou revolta foi a do manifestante Basu Ghimire. Os seus pais não puderam chegar a tempo para a cerimônia porque moram fora de Katmandu e a esposa dele se recusou a ir sem os sogros. Só o cunhado acabou presenciando a cremação. "Isso apenas mostra o quão insensível o nosso governo é", disse Geeta Shahi, que estava na cerimônia. "Tenho certeza de que esta cremação foi realizada sob ordens diretas do rei." O rei Gyanendra ofereceu a realização de eleições até abril de 2007, mas os manifestantes exigem que ele entregue o poder imediatamente. O governo acusa os rebeldes maoístas de se infiltrarem nos protestos para incitar a violência. |
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