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Protestos no Nepal deixam mais um manifestante morto | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ao menos uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas nesta segunda-feira no Nepal quando forças de segurança abriram fogo contra manifestantes que protestavam contra o governo. O protesto contra o rei Gyanendra ocorria em Nijgadh, a 120 km da capital, Katmandu. Com a morte em Nijgadh, sobe para cinco o número de mortos desde que começou a greve geral, há doze dias. Um funcionário público, que falou à agencia de notícias Associated Press com a condição de não ser identificado, disse que o protesto seguia pela rua principal da cidade quando as forças de segurança começaram os disparos. O mesmo funcionário público disse que os feridos – alguns dos quais em estado grave – foram levados para a cidade vizinha de Birgunj. Escassez de alimentos A falta de alimentos no Nepal também piorou sensivelmente no Nepal em decorrência da greve geral. As dificuldades de abastecimento já estão causando um considerável aumento nos preços de alimentos como arroz e verduras. Em Katmandu, caminhões carregando mantimentos estão sendo escoltados, com seus motoristas recebendo prêmios em dinheiro para não aderir à greve, depois que uma multidão de cerca de 10 mil pessoas atirou pedras contra um caminhão que tentava furar o bloqueio. Ainda na capital, é preciso esperar horas na fila para conseguir comprar combustível, cujo fornecimento também foi severamente afetado. O movimento está sendo organizado pela oposição do país, que quer forçar o rei Gyanendra a convocar eleições e restabelecer a democracia no país. O governo do Nepal afirmou que considera a possibilidade de decretar estado de emergência para acabar com a greve. Em entrevista à agência France Presse, o ministro da informação nepalês, Shrish Shamshere Rana, declarou que a medida pode ser necessária para evitar que a situação fique fora de controle. Poder do rei diminui Nesta segunda-feira, funcionários da Suprema Corte do país aderiram à greve. O correspondente da BBC no Nepal, Shushil Sharma, disse que a última vez que a Suprema Corte aderiu a uma greve geral foi em 1990, quando o então monarca Birendra, irmão do rei Gyanendra, acabou abrindo mão do poder e convocando eleições. O rei Gyanendra tomou o poder em fevereiro de 2005, prometendo restabelecer a democracia em três anos. A alegação era de que o então primeiro-ministro Sher Bahadur Deuba tinha fracassado em conseguir um acordo com a guerrilha maoísta que atua no interior do país. Contudo, a violência dos rebeldes aumentou depois que Gyanendra tomou o poder. A região de Nijgadh, onde ocorreu confronto desta segunda-feira, é uma das regiões onde a guerrilha maoísta tem forte presença. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ataque de guerrilha maoísta mata dez no Nepal06 de abril, 2006 | Notícias Pelo menos 150 são presos em protestos no Nepal07 de abril, 2006 | Notícias Nepal impõe toque-de-recolher na capital08 de abril, 2006 | Notícias Polícia reprime protestos no Nepal; assista10 abril, 2006 | BBC Report Nepal suspende toque de recolher em Katmandu12 de abril, 2006 | Notícias Polícia abre fogo contra advogados em protesto no Nepal13 de abril, 2006 | Notícias Partidos rejeitam oferta de diálogo com rei do Nepal14 de abril, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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