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Atualizado às: 24 de abril, 2006 - 04h03 GMT (01h03 Brasília)
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Sudão e Hamas refutam 'chamado de Bin Laden'
Osama Bin Laden
Última mensagem atribuída a Bin Laden foi divulgada em janeiro
Um chamado atribuído a Osama Bin Laden, para que o Sudão e outros países muçulmanos realizem uma guerra santa, foi descartado pelo governo sudanês e pelo Hamas.

Na gravação, divulgada pela rede de TV árabe Al-Jazeera neste domingo, o líder da Al Qaeda supostamente diz que as tentativas do Ocidente de isolar o governo palestino do Hamas é a prova de que há em curso uma guerra contra o Islã.

É a primeira mensagem atribuída a Bin Laden desde janeiro deste ano, quando outra fita trouxe ameaças de mais ataques contra os Estados Unidos.

Um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, tentou se distanciar da mensagem, dizendo que ideologia do grupo era completamente diferente da do líder da Al-Qaeda.

"O que Osama bin Laden disse é a opinião dele mas o Hamas tem as suas próprias posições que são diferentes das expressadas por Bin Laden", disse Zuhri.

O representante do Hamas acrescentou que o grupo está "muito disposto a ter boas relações com o Ocidente" e atribuiu as atuais tensões à recusa da comunidade internacional em lidar com Hamas a não ser que o grupo renuncie à violência e reconheça o direito de Israel de existir.

A União Européia, os Estados Unidos e o Japão cortaram a ajuda financeira à Autoridade Palestina, logo depois de o Hamas assumir o poder.

Distanciamento

O governo do Sudão também se manifestou.

"O Sudão não tem nada a ver com essas declarações", disse o porta-voz do ministério do Exterior, Jamal Mohammed Ibrahim.

"Nós não estamos preocupados com nenhum mujahideen ou nenhuma cruzada ou guerra contra a comunidade internacional", disse. "Nós queremos encontrar uma solução pacífica para a crise em Darfur."

Nos Estados Unidos, o serviço de inteligência disse acreditar que a gravação é autêntica.

A suposta voz de Bin Laden diz que tanto os governos como os povos ocidentais são responsáveis pela "guerra dos cruzados e sionistas contra o Islã".

Na gravação, ele também cita ações do Ocidente no Iraque e no Sudão como provas desta "cruzada".

"A guerra é uma responsabilidade dividida entre as pessoas e seus governos. A guerra continua e os povos continuam a renovar suas alianças com seus governantes e mestres", diz a gravação.

"Eles (os ocidentais) mandam seus filhos para o exército para lutar contra nós e continuam a dar apoio financeiro e moral (para seus governos) enquanto nossos países são queimados, nossas casas bombardeadas e nosso povo morto."

Ele disse que a decisão de alguns países ocidentais de cortar o financiamento ao governo palestino, depois da vitória do Hamas, é mais uma prova do antiislamismo destas nações.

"O bloqueio que o Ocidente está impondo ao governo do Hamas prova que há uma guerra de cruzados e sionistas contra o Islã", disse.

A fita também adverte para novos ataques em solo americano.

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