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Atualizado às: 27 de março, 2006 - 16h29 GMT (13h29 Brasília)
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Bomba em base militar no Iraque mata ao menos 40
Ambulância se dirige para o local da explosão em Mosul, passando por soldados iraquianos
Ambulância se dirige para o local da explosão em Mosul, passando por soldados iraquianos
Pelo menos 40 pessoas morreram no norte do Iraque nesta segunda-feira, em um ataque suicida dentro de uma base militar usada por americanos e iraquianos próxima à cidade de Mosul, segundo a polícia.

O militante se explodiu no centro de recrutamento da polícia iraquiana da base, localizada no vilarejo de Kisk. Segundo as forças militares dos Estados Unidos, nenhum americano ficou ferido.

No entanto, mais de 30 pessoas ficaram feridas na explosão, que aconteceu no meio de uma multidão de recrutas, segundo autoridades iraquianas.

A base já havia sido alvo de outros ataques.

O vilarejo de Kisk, onde fica a base militar, fica entre as cidades de Mosul e Talafar. As duas cidades têm sido palco de manifestações de violência contra os Estados Unidos desde a invasão do país há três anos.

O presidente americano George W. Bush destacou a cidade de Talafar em um discurso recente como um caso bem sucedido na campanha contra os insurgentes iraquianos.

Antes da explosão, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, expressou preocupação às autoridades militares americanas sobre um confronto no domingo perto de uma mesquita numa área xiita de Bagdá.

Relatos sobre a ação americana permanecem obscuros, mas o Exército dos Estados Unidos diz que ela foi feita por forças especiais iraquianas com soldados americanos atuando como consultores.

O Exército americano afirma que os soldados não entraram na mesquita. A polícia iraquiana disse que cerca de 20 pessoas foram mortas, mas as forças americanas colocam o número em 16.

A área onde aconteceu a ação é uma base de apoio para o líder radical xiita Moqtada al-Sadr. Um de seus aliados disse que o incidente foi um “ataque não provocado”.

Gravação

Também nesta segunda-feira a rede de TV árabe Al Jazeera transmitiu uma gravação supostamente de Ezzat Ibrahim al Douri, antigo segundo homem na cadeia de comando do regime de Saddam Hussein e um dos mais procurados membros do governo deposto.

A voz na gravação pede aos líderes árabes, que devem se encontrar no Sudão nesta terça-feira, um boicote ao governo iraquiano e o reconhecimento do que chamou de resistência iraquiana.

Ele também condenou os recentes ataques a santuários xiitas no Iraque, que geraram uma onda de violência sectária.

Há tempos persistem as especulações sobre um possível vínculo de Al Douri com a insurgência iraquiana e também se ele continuaria vivo.

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