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Atualizado às: 27 de março, 2006 - 19h16 GMT (16h16 Brasília)
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Ministro iraquiano critica ataque em área de mesquita
Familiares das vítimas em Sadr City
Familiares enterraram vítimas em Sadr City
O ministro do Interior do Iraque, Bayan Jabr, criticou o ataque ao complexo de uma mesquita em Bagdá, realizado por forças americanas na noite de domingo.

"A entrada na mesquita e as mortes são um ataque sem justificativa. Aproximadamente 18 homens inocentes que estavam dentro da mesquita, para as orações do entardecer, foram mortos e se transformaram em mártires", disse o ministro.

O ataque na noite de domingo, na mesquita Mustafa, no bairro de Sadr City, no nordeste de Bagdá, deixou cerca de 20 mortos.

Autoridades americanas afirmam que 16 insurgentes foram mortos e 18 foram capturados com munição.

Os membros da Aliança Xiita Islâmica, o bloco político que lidera o governo iraquiano, afirmam que muitos dos mortos eram civis que estavam apenas rezando.

Alguns membros da aliança repetiram as acusações de que soldados americanos e iraquianos amarraram as pessoas dentro da mesquita e atiraram. Autoridades americanas negam as acusações.

O primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, expressou preocupação às autoridades militares americanas sobre o confronto no domingo e telefonou para o comandante militar americano general George Casey, que prometeu um inquérito.

O governador de Bagdá, Hussein Tahan, disse que toda a cooperação com as forças americanas será suspensa a não ser que o incidente seja investigado por um painel que não inclua militares americanos.

Operação conjunta

Os militares americanos afirmam que o incidente ocorreu depois que soldados iraquianos e as forças iraquianas antiterrorismo foram atacados durante uma operação de busca por insurgentes.

Segundo autoridades, membros das forças especiais americanas estavam presentes, mas apenas para "consulta".

Os militares americanos informaram que o incidente ocorreu em um escritório anexo à mesquita.

Ainda segundo os americanos foram encontradas várias armas e um funcionário do Ministério da Saúde, que era mantido como refém, foi libertado.

A polícia iraquiana afirma que entre os mortos estão sete membros do Exército Mehdi, a milícia leal ao clérigo xiita Moqtada Sadr, três membros de outro partido xiita islâmico e sete civis sem afiliação política.

Imagens gravadas por equipes de jornalistas logo depois do ataque mostram que as mortes ocorreram em um salão de orações, com o chão coberto por tapetes e paredes cheias de cartazes religiosos.

A gravação mostra vários corpos de homens e cápsulas de balas 5,56 milímetros no chão manchado de sangue, o tipo de munição usada por militares americanos.

"Em nossa observação do lugar e das atividades que estavam ocorrendo, é difícil considerar este como um lugar de oração", disse o porta-voz militar americano Barry Johnson.

"Não foi identificado como uma mesquita, mas reconhecemos como um centro de reunião da comunidade", acrescentou.

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