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Plano dos EUA para Oriente Médio 'está ultrapassado' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O plano de paz para o Oriente Médio apoiado pelos Estados Unidos está "ultrapassado" e precisa ser reformulado, segundo afirmações de um enviado para direitos humanos da ONU. Em seu relatório para a Comissão de Direitos Humanos da ONU, John Dugard, afirmou que é necessário um novo acordo que leve em conta "as atuais realidades políticas". O relatório também afirma que a região da Faixa de Gaza ainda está efetivamente ocupada apesar da retirada de assentamentos israelenses em 2005. O governo de Israel afirma que o relatório não levou em conta os "enormes esforços" para lutar contra o terrorismo e, ao mesmo tempo, manter uma lei humanitária. O relatório, que será discutido na Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra na próxima semana, afirma que "Israel precisa fazer muito mais" para cumprir com suas obrigações do setor de direitos humanos. Restrições severas na fronteira, assassinatos de militantes, entre outras medidas, "servem para lembrar ao povo da Faixa de Gaza que eles permanecem sob ocupação", disse Dugard. Barreiras O último relatório repete uma acusação de que a barreira da Cisjordânia é uma forma de ocupar terra além da fronteira de Israel determinada antes de 1967 e não apenas para impedir a entrada de militantes suicidas. Dugard afirmou que 15 mil pessoas já tiveram que ser retiradas de suas casas devido à construção da barreira e, com isso, uma "nova categoria de refugiado palestino" está sendo criada. Em um outro relatório publicado na quarta-feira o Escritório da ONU para a Coordenação de Negócios Humanitários afirma que Israel aumentou em 25% o número de bloqueios em estradas e barreiras na Cisjordânia desde o início do segundo semestre de 2005. Israel afirma que estes bloqueios são necessários para proteger suas cidades e assentamentos dos ataques palestinos. O Banco Mundial afirmou que o sistema de "fechamento" é uma das causas principais das dificuldades econômicas palestinas. Críticas Como enviado especial para os direitos humanos nos territórios ocupados, John Dugard foi criticado pelo governo de Israel por relatórios anteriores que faziam críticas a respeito de suas políticas. O embaixador de Israel na ONU em Genebra, Itzhak Levanon, criticou o novo relatório. "Depois de uma retirada civil e militar total da Faixa de Gaza por parte de Israel e depois da recente subida ao poder da organização terrorista Hamas, a desarmonia entre o mandato (de Dugard) e a situação atual nunca foi tão clara", afirmou. O relatório de Dugard é baseado em uma viagem de uma semana para a região em dezembro de 2005 antes da vitória do grupo militante Hamas nas eleições palestinas, em janeiro. |
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