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Atualizado às: 05 de março, 2006 - 09h46 GMT (06h46 Brasília)
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Vice da Al-Qaeda incita Hamas a não aceitar paz
Ideólogo da Al Qaeda sugeriu ataques a infra-estruturas com impacto econômico
O vice-líder da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahri, incitou o grupo militante palestino Hamas, que ganhou as eleições em janeiro, a não reconhecer os acordos de paz que a Autoridade Palestina assinou com Israel.

Em vídeo transmitido pela estação de TV árabe Al-Jazeera, Al-Zawahri apelou ao Hamas para que "continue sua luta armada" e rejeite acordos assinados entre seus antecessores no governo e Israel.

Segundo ele, esses acordos são "acordos de rendição".

Al-Zawahri também convocou os muçulmanos a boicotar os países europeus onde foram divulgadas as charges do profeta Maomé.

Ele apelou ainda para a realização de ataques semelhantes aos de Nova York, Madri e Londres, nos últimos anos.

Farelos

Ele criticou os termos dos acordos de paz.

"Nenhum palestino tem o direito de dar um grão de solo", disse o número 2 da Al-Qaeda.

"Os seculares na Autoridade Palestina entregaram a Palestina em troca de farelos. Dar legitimidade a eles é contra o islamismo."

Osama Hamdan, representante do Hamas, disse à TV Al-Jazeera que não "há nada de errado (em oferecer conselhos), mas o que queremos é apoio da nação muçulmana", segundo a agência de notícia Reuters.

Ataques ao Ocidente

Em relação à publicação das charges, Al-Zawahri acusou o Ocidente de ter cometido blasfêmia deliberada e de ter dois pesos e duas medidas.

"Eles fizeram de propósito e continuam a faze-lo sem se deculpar, apesar de ninguém ter coragem de ofender os judeus ou desafiá-los com relação ao Holocausto, nem mesmo de insultar homossexuais," atacou Zawahri, pedindo que os muçulmanos boicotem os países em que as charges foram publicadas.

Zawahri disse ainda acreditar que as políticas dos países ocidentais são discriminatórias para os muçulmanos:

"Na França, um muçulmano não pode impedir sua filha de praticar sexo, porque ela é protegida pela lei. A mesma lei que a pune se ela cobrir seus cabelos," acusou.

Ele apelou por ataques contra países ocidentai e pediu o boicote de países pró-ocidente, como a Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Paquistão e Tunísia.

O nº2 da Al-Qaeda incitou os ataques "à infra-estrutura econômica" de países ocidentais.

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