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Hamas reduz poderes de Abbas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo Parlamento palestino liderado pelo grupo islâmico Hamas revogou nesta segunda-feira leis recentes que ampliavam os poderes do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Com maioria na nova casa, o Hamas decidiu invalidar medidas adotadas às pressas nos últimos momentos do Parlamento anterior, que era liderado pelo Fatah. A última sessão com maioria do Fatah ocorreu em 13 de fevereiro, mais de duas semanas após as eleições vencidas por seus rivais. Entre as decisões que limitavam os poderes do Conselho Legislativo Palestino estava a criação de um Tribunal Constitucional, cujos integrantes seriam apontados por Abbas. Representantes do Fatah deixaram o plenário em protesto, argumentando que a legislação não podia ser alterada. 'Dominação' "Anuncio que os membros do Fatah estão se retirando do Parlamento e não voltaremos até que todas essas diferenças tenham se resolvido", declarou Azzam al-Ahmed, líder do partido no Parlamento. "Tentamos solucionar esta questão antes por meio de diálogo e contatos com o Hamas, mas eles estão insistindo em dominação", acrescentou ele, de acordo com a agência de notícias Reuters. O novo Parlamento, que tem 74 deputados do Hamas contra 45 do Fatah, tomou posse no mês passado. O presidente do Parlamento, Aziz al-Duwaik, do Hamas, pediu repetidamente a Azzam al-Ahmed que parasse de falar e respeitasse a ordem na casa. "Eles (o Hamas) estão sedentos por poder e podem fazer aquilo que quiserem por ter maioria. Mas devem fazê-lo de acordo com a lei", atacou o líder do Fatah. O deputado do Hamas Mahmoud Zahar reclamou que "todas as vezes que apresentávamos um ponto importante, Azzam al-Ahmed se levantava e tentava atrapalhar nosso trabalho". Já Ismail Haniyeh, escolhido pelo Hamas para o posto de primeiro-ministro que está em processo de formação do gabinete, disse que a discussão mostra a vitalidade da democracia palestina. O confronto na inauguração do Parlamento diminui ainda mais as esperanças de que os dois grupos pudessem chegar a um acordo para formar uma coalizão de união nacional. |
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