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Campanha contra premiê aprofunda crise no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim Jaafari, cancelou uma reunião com líderes políticos aparentemente para protestar contra uma campanha política contra ele. A reunião havia sido chamada para discutir formas de enfrentar a violência que vem se alastrando pelo país. Líderes sunitas e curdos estão insatisfeitos com Jaafari e disseram que não vão fazer parte de um governo de unidade nacional chefiado por ele. A nova crise dificulta ainda mais a formação do novo governo iraquiano, que deveria unir as três maiores comunidades do país depois das eleições de janeiro passado. Violência Os líderes políticos iraquianos vêm sofrendo cada vez mais pressão da comunidade internacional, que acredita que a dificuldade em formar um novo governo é parcialmente responsável pela violência. O primeiro-ministro iraquiano também tem sido fortemente criticado por seu desempenho. O Iraque está passando um dos piores períodos de violência desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003. Nesta quinta-feira, pelo menos 18 pessoas morreram em ataques realizados na capital, Bagdá, e na cidade de Tikrit, no norte do país. Em outro incidente, um dos principais líderes políticos sunitas, o xeque Adnan Al-Dulaimi, sobreviveu a um atentado, enquanto um de seus guarda-costas foi morto. Desde o dia 22 de fevereiro, quando um dos mais importantes templos xiitas no Iraque foi atingido por uma bomba, pelo menos 400 pessoas morreram em incidentes violentos entre xiitas e sunitas. John Pace, que até pouco tempo atrás era chefe da agência de direitos humanos da ONU no Iraque, afirmou que o aumento da violência se deve ao colapso "endêmico" da segurança no país. Segundo Pace, 75% das centenas de corpos que chegam ao necrotério de Bagdá a cada mês mostram sinais de tortura ou execução. No mês passado, foi aberto um inquérito para investigar acusações feitas por militares americanos de que o Ministério do Interior iraquiano teria um "esquadrão da morte" que teria como alvo a população árabe sunita. |
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