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Intelectuais publicam manifesto antiislâmico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de escritores mundialmente famosos assinou uma carta em uma revista francesa na qual condenam o que chamam de ameaça do totalitarismo islâmico. "O islamismo é uma ideologia reacionária que mata a igualdade, a liberdade e o secularismo em qualquer lugar onde está presente", dizem os escritores. Segundo eles, o islamismo é alimentado por temores e frustrações. "Depois de superar o fascismo, o nazismo e o stalinismo, o mundo agora enfrenta uma nova ameaça global: o islamismo", diz o manifesto. Salman Rushdie Entre os escritores que assinaram o documento publicado na revista semanal Charlie Hebdo está Salman Rushdie, o escritor britânico sentenciado à morte por um aiatolá iraniano por ter publicado o livro Versos Satânicos nos anos 1980. A revista foi um dos veículos que republicaram as caricaturas do profeta Maomé que causaram revolta e violentos protestos no mundo islâmico. Segundo a agência de notícias France Presse, as imagens, que apareceram pela primeira vez em um jornal dinamarquês no ano passado, foram republicadas nas últimas semanas em 143 jornais em 56 países, incluindo oito islâmicos. No manifesto, os escritores dizem que a polêmica em torno das charges mostra a necessidade de uma luta por "valores universais" como liberdade, oportunidades iguais e valores seculares. "Não é um choque de civilizações nem um antagonismo entre Ocidente e Oriente que estamos testemunhando, mas sim um conflito global que opõe democratas a teocratas", escrevem os intelectuais. A correspondente da BBC em Paris Caroline Hyatt informa que quase todos os signatários do manifesto tiveram algum tipo de problema com militantes islâmicos no passado. Nesta semana, os ministros das Relações Exteriores expressaram arrependimento pela publicação das charges do profeta Maomé. |
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