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Ministros da UE se desculpam por charges de Maomé | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros das Relações Exteriores expressaram arrependimento pela publicação das charges do profeta Maomé publicadas em jornais europeus e consideradas ofensivas pelos muçulmanos. Em uma reunião em Bruxelas eles também concordaram em adotar uma ação comum para reatar os laços com as nações muçulmanas. A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Ursula Plassnik, disse que a União Européia vai buscar o diálogo e o entendimento mútuo. Os ministros defenderam, no entanto, a liberdade de expressão e condenaram a resposta violenta à publicação das charges. Responsabilidades "O Conselho (dos estados europeus) expressa sua profunda preocupação pelos eventos que se seguem à publicação de charges em vários jornais europeus e outros meios de comunicação", disse o comunicado dos ministros. Ainda segundo o comunicado, o Conselho "reconhece e expressa arrependimento que estas charges tenham sido consideradas ofensivas e dolorosas pelos muçulmanos em todo o mundo". Os diplomatas disseram que pelo menos um país - a Holanda - se opôs em princípio à decisão de expressar arrependimento. O governo Tcheco também se disse preocupado com a possibilidade de que o pedido de desculpas pudesse minar a liberdade da mídia. Mas o consenso foi de reafirmar que a liberdade de expressão é um direito fundamental e ressaltar que liberdades "vêm com responsabilidades". "A liberdade de expressão deveria ser exercitada em um espírito de respeito pelas crenças religiosas e outras crenças e convicções, a tolerância e o respeito universais são valores que deveríamos ver positivamente". O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Per Stig Moeller, disse que está na hora de seguir em frente. A Dinamarca foi o primeiro país a publicar as charges polêmicas. "É importante encerrar o assunto para podermos seguir em frente". A Dinamarca tentou aplacar a raiva dos muçulmanos ao prometer realizar uma conferência religiosa, doar dinheiro para a agência da ONU que luta contra preconceitos e sediar uma exposição cultural muçulmana. Sobre o boicote aos produtos dinamarqueses por muçulmanos, os ministros disseram que "boicotes contra membros individuais são inaceitáveis". |
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