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Indonésia condena australianos à morte por tráfico de drogas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal da Indonésia condenou dois australianos à morte por um pelotão de fuzilamento por tentarem contrabandear heroína da ilha de Bali. Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram acusados de serem os chefes de um grupo de nove australianos presos em abril do ano passado. Quatro outros membros do grupo receberam condenações de prisão perpétua e os demais ainda devem ser julgados. A Indonésia vem se tornando cada vez mais uma rota de trânsito para traficantes de drogas, e os tribunais do país vêm adotando uma posição mais dura contra a prática nos últimos anos, condenando vários estrangeiros à morte por tráfico de drogas. O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 44 anos, foi condenado à morte em 2004 após ter sido preso no ano anterior com 13,4 kg de cocaína escondidos em seu equipamento de asa-delta. Outros dois brasileiros estão presos na Indonésia acusados de tráfico de drogas. Um deles cumpre uma pena de 11 anos de prisão, enquanto o outro também foi condenado à morte, mas aguarda um pedido de revisão da pena em segunda instância. ‘Nove de Bali’ Os julgamentos dos australianos estão sendo acompanhados de perto na Austrália, onde muitas pessoas se opõem à pena de morte. Antes da divulgação do veredicto na terça-feira, o ministro australiano das Relações Exteriores, Alexander Downer, reiterou a posição de seu governo contrária à pena de morte. Os chamados “nove de Bali” são acusados de tentar traficar mais de 8,3 kg de heroína da Indonésia para a Austrália. Alguns deles foram detidos no aeroporto de Bali com heroína presa aos seus corpos, enquanto outros foram presos em um hotel nas imediações. Um painel de três juizes no Tribunal Distrital de Denpasar decidiu na terça-feira que Sukumaran, de 24 anos, deveria ser condenado à morte por sua participação no plano. Em um julgamento separado, Chan, de 22 anos, também recebeu a mesma sentença. Ativistas de um grupo anti-drogas indonésio gritaram “Viva! Longa vida aos juízes” quando os veredictos foram anunciados. Os advogados de ambos disseram que recorrerão das condenações. Dois outros membros do grupo – Martin Stephens, de 29 anos, e Michael Czugaj, de 20, foram condenados à prisão perpétua também nesta terça-feira. Renae Lawrence e Scott Rush já haviam sido condenados na segunda-feira à prisão perpétua. Os outros três membros do grupo ainda aguardam o final de seus julgamentos. Tensões diplomáticas As condenações devem inflamar as tensões diplomáticas entre a Indonésia e a Austrália, que aboliu a pena de morte há mais de duas décadas. Muitos australianos condenam o fato de que, por causa de uma informação dada pelas autoridades australianas, os membros do grupo foram presos antes de embarcar em Bali, em vez de terem sido detidos ao chegarem a Sydney. Antes do anúncio das condenações, o ministro das Relações Exteriores disse ao parlamento que o governo ajudará seus cidadãos a contestar a pena de morte. “Sempre faremos representações em nome de cidadãos australianos que são condenados à morte. Sempre buscaremos a clemência em seu nome”, disse Donwer. |
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