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Violência e boicote prejudicam eleições no Nepal | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As urnas foram fechadas nas eleições municipais desta quarta-feira no Nepal, e há relatos de violência e baixo comparecimento. Pelo menos quatro pessoas morreram em dois conflitos diferentes. A polícia nepalesa matou um ativista da oposição e feriu outro durante um protesto no município de Dang. Segundo o Ministério da Defesa, os manifestantes atacaram e feriram policiais que guardavam um local de votação. Soldados tinham ordem de atirar em qualquer pessoa que tentasse tumultuar a votação. O governo do país diz que pelo menos outras três pessoas morreram em confrontos entre a polícia e rebeldes maoístas em várias localidades. Boicote Relatos iniciais indicam que o comparecimento foi de apenas 10% dos eleitores, bem abaixo de eleições anteriores. As eleições foram marcadas pela ameaça de violência dos rebeldes – que convocaram uma greve geral – e pelo boicote de partidos políticos que acusam o rei Gyanendra de tentar utilizar o pleito para legitimar seu poder. No ano passado, o monarca deu um golpe. Ele demitiu o primeiro-ministro e todo seu gabinete, decretou Estado de emergência e disse que comandaria o país por três anos – tradicionalmente, o rei é chefe de Estado, mas não cuida dos assuntos do dia-a-dia do governo no Nepal. Em protesto contra o rei, ninguém se candidatou para mais da metade dos 4 mil cargos em jogo. Em razão da ausência de candidatos, houve eleição em 36 cidades, mas a disputa foi cancelada em outras 22. O rei Gyenendra afirma que a votação é o primeiro passo para a restauração da democracia no país. Esta é a primeira eleição nacional nepalesa desde 1999. O rei prometeu realizar eleições gerais até abril de 2007. Especialistas, porém, afirmam não haver condições de segurança para a realização de eleições livres e limpas. O monarca proibiu a presença de monitores internacionais para acompanhar o pleito. O rei Gyanendra subiu ao trono em circunstâncias dramáticas, em 2001, depois que seu irmão, o rei Birendra, foi morto em um massacre no palácio. Cerca de 13 mil pessoas, muitas delas civis, já morreram nos últimos dez anos por causa do conflito interno do Nepal , em que se enfrentam rebeldes maoístas e tropas do governo. |
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