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Ataques rebeldes deixam mais de 20 mortos no Nepal | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma série de ataques de rebeldes maoístas contra forças do governo do Nepal deixou pelo menos 17 policiais e três soldados mortos na madrugada desta quarta-feira. Há exatamente um ano, o rei dissolveu o governo e assumiu o poder Executivo no país, depois de acusar as autoridades de não terem sido capazes de acabar com a rebelião maoísta. Os confrontos desta quarta-feira aconteceram no distrito de Palpa e também teriam deixado vítimas entre os rebeldes. De acordo com o Exército nepalês, a resistência ao rei Gyanendra lançou ataques contra postos do governo perto da cidade de Tansen. Segundo testemunhas, centenas de rebeldes lançaram ataques simultâneos a repartições, quartéis, prisões e delegacias. A segurança foi reforçada na capital do Nepal, Katmandu, às vésperas do aniversário do golpe do rei Gyanendra. Eleições Centenas de ativistas pró-democracia teriam sido detidos pelas autoridades nos útlimos dias, segundo a oposição. O rei, no entanto, afirma que o país "entrou no caminho certo" nos últimos 12 meses. Segundo Gyanendra, que fez um discurso em cadeia nacional de televisão, a rebelião estaria enfraquecida e "a democracia em ascensão". O correspondente da BBC em Katmandú, Charles Haviland, entretanto, afirma que existem poucos indícios para sustentar as afirmações do rei de que a rebelião maoísta está sendo controlada. Na próxima quinta-feira, devem acontecer eleições para prefeituras e autoridades locais, mas observadores internacionais duvidam que o pleito transcorra normalmente devido à tensão no país. Os rebeldes maoístas já avisaram que vão tentar atrapalhar as eleições, que para eles não passam de uma tentativa de legitimar o governo "ilegítimo" do rei. Os rebeldes, por sua vez, são acusados de assassinar pelo menos um candidato, além de ferir a tiros um segundo e seqüestrar um terceiro. Muitos políticos abandonaram as suas candidaturas com medo das ameaças dos rebeldes. Estima-se que um quarto dos mais de 4 mil cadeiras em jogo nessas eleições vão ficar vazias. Na terça-feira, a polícia recomendou aos candidatos que permanecessem sob custódia para a sua própria proteção. Desde o golpe de 1 de fevereiro do ano passado, o rei Gyanendra tem estado sob pressão doméstica e internacional para restaurar a democracia no país. Na terça-feira, o departamento de Estado americano publicou uma nota contundente, afirmando que "12 meses de controle do palácio só tornaram a situação da segurança mais precária". |
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