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Atualizado às: 28 de janeiro, 2006 - 17h05 GMT (15h05 Brasília)
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Filha de Pinochet é detida no Chile
Lucia Pinochet
Lucia Pinochet disse que foi 'maltratada' nos EUA
A filha mais velha do ex-presidente chileno Augusto Pinochet, Lucia Pinochet, foi detida em Santiago, capital do Chile, assim que desembarcou de um avião vindo da Argentina.

Lucia retornava dos Estados Unidos, onde acabou desistindo de pedir asilo político, depois de ter sido presa em um aeroporto por causa de uma ordem internacional de prisão.

Ela deixou o Chile no início desta semana, após ter sido acusada de sonegação fiscal e de usar um passaporte falso.

Assim que chegou ao aeroporto de Dulles, em Washington, Lucia, de 60 anos, foi impedida de entrar no país.

'Maus tratos'

A filha do general Pinochet disse à TV estatal chilena que foi "maltratada nos Estados Unidos".

Ela disse que foi algemada e forçada a usar um uniforme de prisioneira, antes de ser interrogada por um oficial da Imigração.

"Foi um pesadelo", disse ela.

Na quarta-feira ela pediu asilo político aos Estados Unidos. Autoridades chilenas disseram que ela não tinha direito a asilo porque este status não é concedido a cidadãos de países em que a lei é respeitada.

Lucia acabou desistindo do pedido, e resolveu retornar ao Chile.

'Perseguição política'

O filho de Lucia Pinochet, Rodrigo Garcia, havia dito antes à imprensa que sua mãe pretendia voltar ao Chile para limpar o nome.

Três dos irmãos de Lucia, a sua mãe e o próprio Augusto Pinochet também foram indiciados por conta de irregularidades envolvendo contas bancárias secretas no exterior.

Eles foram libertados sob pagamento de fiança e negam os crimes.

Lucia Pinochet teria dirigido do Chile à Argentina no domingo, quando a imprensa chilena publicou reportagens afirmando que ela e os irmãos poderiam ser presos.

Segundo as autoridades tributárias chilenas, Lucia Pinochet sonegou US$ 859 mil (R$ 1,9 milhão) em impostos.

Um de seus irmãos, Marco Antonio, disse que as acusações - que incluem o uso de passaportes falsos - eram perseguição política contra a família.

Contas no exterior

A investigação sobre as finanças da família Pinochet começaram em 2004, depois que o Senado americano descobriu que o general Pinochet tinha contas secretas no banco Riggs no valor de US$ 8 milhões.

Investigações posteriores descobriram que o ex-presidente tinha mais de US$ 26 milhões em contas estrangeiras.

Ele é acusado de ter sonegado quase US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 5,63 milhões) em impostos entre 1980 e 2004 e também está sendo investigado por enriquecimento ilícito.

A Justiça chilena retirou a imunidade legal de Pinochet em vários casos, inclusive os que envolvem violações de direitos humanos, mas ele ainda não foi levado a julgamento.

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