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EUA e China apóiam proposta russa para crise com o Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W Bush , expressou apoio à proposta russa de enriquecer urânio em suas instalações e transportar o material ao Irã. A sugestão foi feita por Moscou como uma forma de romper o impasse entre Teerã e a comunidade internacional sobre o programa nuclear iraniano. Antes dos Estados Unidos, a China já havia manifestado aprovação à idéia. Bush disse que aceitaria um programa de cooperação entre a Rússia e o Irã apenas se todo o combustível nuclear fosse feito pelos russos e transferidos aos iranianos sob supervisão da ONU. "Os russos vieram com a idéia e eu apóio...porque acredito que as pessoas devem ser permitidas a ter energia nuclear para fins civis", afirmou Bush. Ele acrescentou, porém, que "não se deve permitir que regimes não-transparentes que ameaçam a segurança adquiram a tecnologia para fazer uma arma". Reunião da AIEA No dia 2 fevereiro, os 35 integrantes da junta de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entre eles o embaixador brasileiro Celso Marcos Vieira de Souza, terão uma reunião de emergência em Viena, para discutir o caso do Irã. A AIEA pode levar a questão ao Conselho de Segurança, abrindo caminho para a imposição de sanções contra o Irã, se conseguir apoio entre a maioria dos membros. Em Pequim, o ministro do Exterior chinês, Kong Quan, disse que a ameaça de "sanções arbitrárias" complica as negociações com o Irã. A proposta russa, segundo ele, seria "uma boa tentativa para acabar com o impasse". "Nós somos contra o uso impulsivo de sanções ou ameaça de sanções para se resolverem problemas", acrescentou o ministro chinês. O Irã tem negado repetidamente as acusações dos Estados Unidos de que o seu programa de enriquecimento de urânio tem como objetivo a produção de armas nucleares, insistindo que a preocupação do país é com a geração de energia. O principal negociador nuclear iraniano, Ali Larijani, esteve nesta quinta-feira em Pequim como parte de uma campanha para enfraquecer a iniciativa dos Estados Unidos e da União Européia de impor sanções contra o país. Após visitar a Rússia, Larijani disse estar otimista sobre a proposta russa. A China e a Rússia são membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com direito a vetar qualquer tentativa de impor sancões contra o Irã. Ambos têm defendido uma solução diplomática para o impasse. Representantes desses dois países, dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França – os outros membros permanentes do Conselho de Segurança– terão um encontro em Londres na segunda-feira para tentar acertar uma posição comum para a reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), também ligada à ONU. |
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