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Avião da FAB leva investigadores para o Haiti | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes do Governo e do Exército que vão acompanhar as investigações sobre a morte do General-de-Divisão Urano Teixeira da Matta Bacellar em Porto Príncipe já estão a caminho do Haiti. Eles embarcaram no início da tarde deste domingo para o país em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que vai trazer para o Brasil o corpo do general. Se tudo ocorrer como previsto, avião chegará ao Haiti por volta das 23h (hora de Brasília) deste domingo. A missão é formada por oito pessoas: um delegado da Polícia Federal (PF), dois peritos criminais da PF, um médico legista do Distrito Federal, um advogado do Ministério Público militar, um analista da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e dois oficiais do Exército. O ministério do Exterior também enviou um representante para o país, o diretor de América do Norte, América Central e Caribe do Itamaraty, Gonçalo Melo Mourão, que partiu no sábado. Além de acompanhar as investigações, sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU) e da polícia local, eles vão trazer de volta o corpo do brasileiro. "Por razões humanitárias, queremos que o corpo seja trazido de volta o mais rápido possível, mas isso vai depender da conclusão das investigações e da conseqüente liberação do corpo", disse o diplomata do Itamaraty Leonardo Mourão. "O objetivo da missão não é substituir a ONU nem polícia local, mas sim dar apoio e acompanhar as investigações", acrescentou Mourão. Investigação ampla O governo brasileiro pediu que a ONU conduza uma 'ampla' investigação sobre a morte do general Urano Teixeira da Matta Bacellar, segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto. Bacellar, que comandava as tropas de paz da ONU no Haiti, foi encontrado morto neste sábado em seu quarto de hotel na capital do país, Porto Príncipe. Representantes da ONU afirmaram que hipótese mais provável é a de suicídio, mas a força brasileira no Haiti disse que o general havia sofrido um "acidente com arma de fogo". Bacellar assumiu o comando da missão de paz no Haiti em agosto do ano passado, substituindo o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira. O Brasil está à frente do contingente militar da Minustah (missão de paz da ONU no Haiti, na sigla em francês) desde a chegada das tropas ao país, em junho de 2004, quatro meses depois da queda do então presidente Jean Bertrand Aristide. A morte do general ocorre um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU ter exigido a realização de eleições no Haiti até o próximo dia 7 de fevereiro. A Agência de Notícias France Press (AFP) noticiou que o governo haitiano marcou, na noite de sábado, nova data para as eleições, que seriam realizadas no dia 7 de fevereiro, como queria a ONU. A informação ainda não foi confirmada por uma segunda fonte. |
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