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Saddam volta ao tribunal após denúncia de tortura | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O julgamento do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein foi retomado nesta quinta-feira em Bagdá, um dia depois de Saddam ter dito no tribunal que foi agredido e torturado pelos americanos. "Fui golpeado em todas as partes do meu corpo, e as marcas estão no meu corpo todo", declarou o ex-líder. "E não estou reclamando sobre os americanos, porque posso ferir os olhos deles com minhas próprias mãos." Christopher Reid, diplomata da embaixada americana em Bagdá, rebateu as acusações de Saddam Hussein, afirmando à rede de TV CNN que elas são "totalmente falsas". A sessão desta quinta-feira é a sétima desde o julgamento do ex-presidente e de outros sete réus começou. O tribunal volta a ouvir testemunhas de acusação. Os réus são responsabilizados pelo massacre de 148 muçulmanos xiitas no vilarejo de Dujail, em 1982. Silêncio Antes desta denúncia de maus-tratos desta quarta-feira, Saddam permaneceu quase todo o dia em silêncio, escutando o depoimento de três testemunhas contra ele e outros sete integrantes de seu regime. Apontando para o seus colegas acusados no julgamento, Saddam declarou em tom enfático: "Fomos agredidos e torturados pelos americanos, cada um de nós". Nem todas as testemunhas têm feito depoimentos de forma convencional. Durante o julgamento, uma testemunha falou por meio de uma gravação e outra, temendo represálias, falou escondida atrás de uma cortina. A sessão desta quarta-feira do julgamento foi a primeira desde que milhões de iraquianos votaram em eleições parlamentares. Protestos O julgamento de Saddam Hussein tem sido marcado por protestos contra sua legitimidade, e interrupções freqüentes para argumentação jurídica. Até agora Saddam Hussein tem mantido uma atitude de desafio, recusando-se a admitir que ele não é mais presidente do Iraque e exigindo um tratamento melhor nas mãos das forças americanas. Ramsey Clark, um ex-procurador-geral americano e que integra a defesa do ex-líder iraquiano, não voltou para Bagdá para esta sessão por causa de temores relacionados à segurança. Na terça-feira, o advogado da defesa e ex-ministro da Justiça do Catar Najib Al-Nuami disse que foi ameaçado por multidões quando chegava na capital iraquiana. Dois advogados da defesa foram mortos pouco depois do início do julgamento. Saddam Hussein e os outros sete réus negam as acusações contra eles. O presidente deposto do Iraque deverá enfrentar mais acusações ligadas a seu regime no país. |
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