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Confrontos em eleição no Egito deixam 3 mortos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três pessoas foram mortas em choques com a polícia do lado de fora de zonas eleitorais na última fase das eleições parlamentares do Egito, nesta quarta-feira, segundo fontes do setor médico do país. De acordo com a agência de notícias France Presse, o grupo de oposição Irmandade Muçulmana afirmou que as vítimas, da cidade de Damietta, no norte do Egito, eram partidárias do grupo, que foi banido das eleições no país. Em algumas áreas, a polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra as pessoas que tentavam entrar em zonas eleitorais que estavam bloqueadas. A Irmandande Muçulmana, cujos candidatos se apresentam como independentes, já conseguiu 76 cadeiras no Parlamento, ou cerca de 20% do total. Votações decisivas estão ocorrendo em 127 distritos. Militantes islâmicos alegam que as táticas da polícia visam limitar suas vitórias e ajuda o partido do governo, o Nacional Democrático. Os Estados Unidos criticaram a conduta tomada pelo governo durante a votação, afirmando que manda a mensagem errada a respeito do compromisso do Egito com a reforma política. Candidatos independentes, apoiados pela Irmandande Muçulmana, já conseguiram 76 cadeiras no Parlamento, ou quase 20% do total. Votações decisivas estão ocorrendo em 127 distritos. Tropa de choque Um médico na cidade de Damietta disse à agência de notícias Associated Press que três homens foram mortos depois da polícia ter disparado gás lacrimogêneo e balas de borracha contra uma multidão que estava próxima aos locais eleitorais. O Ministério do Interior do Egito não deu confirmação imediata do fato. Na cidade de Zagazig, no delta do Rio Nilo, mulheres foram impedidas de votar em uma zona eleitoral pela tropa de choque. A zona eleitoral ficava em uma área onde se esperava a vitória de um candidato apoiado pela Irmandade Muçulmana. Partidários do governo armados com facas e facões atacaram eleitores que esperavam para votar, segundo informações da agência AP. Na cidade de Badawi a polícia teria disparado bombas de gás lacrimogêneo contra jovens que estavam atirando pedras contra os policiais. Segundo informações dadas pela Irmandade Muçulmana, 1,4 mil de seus membros foram presos nos últimos dias, muitos deles trabalhavam nas campanhas de vários candidatos. Vitória Nos dois primeiros turnos das eleições parlamentares do Egito, quase 75% dos candidatos que contam com o apoio da Irmandade Muçulmana venceram, enquanto os candidatos que pertenciam aos partidos de oposição legalizados não conseguiram votos. Segundo analistas, estes resultados deixam o Egito em uma situação difícil, em que precisa escolher entre um governo com poderes absolutos e o islamismo. A vitória surpreendente dos candidatos apoiados pela Irmandade Muçulmana também dificulta a situação a governo, que continua a considerar o grupo como fora da lei. Segundo o correspondente da BBC no Egito, as autoridades do Egito estão enfrentando um impasse. Relaxar as restrições à Irmandade Muçulmana ou continuar com a repressão ao movimento, tornando-o ainda mais forte e afastando muitos egípcios. |
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