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Manifestantes condenam reação dos EUA ao Katrina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas tomaram parte em uma manifestação em Washington, nos Estados Unidos, para marcar os dez anos da Marcha do Um Milhão, promovida por pela comunidade afro-americana. Segundo correspondentes da BBC, o número de manifestantes parece ter sido menor do que o da marcha de 1995. Mas nem polícia nem os organizadores forneceram números ou estimativas de quantas pessoas exatamente participaram do protesto. Muitos dos manifestantes afirmaram que o tratamento diferenciado aos negros americanos ficou claro depois da passagem do furacão Katrina, que devastou cidades de população predominantemente negra no sul dos Estados Unidos. O líder do movimento Nação do Islã, Louis Farrakhan, disse aos manifestantes que o governo federal americano é culpado por não ter reagido mais rapidamente ao desastre. "Creio que se as pessoas naqueles telhados tivessem cabelos loiros, olhos azuis e pele clara, alguma coisa teria sido feita em um tempo mais razoável. Nós acusamos os Estados Unidos de negligência criminosa", afirmou. Marcha original A Marcha do Um Milhão visava encorajar homens negros a melhorarem suas comunidades, e atraiu entre 600 mil e 1 milhão de pessoas. Farrakhan, uma figura polêmica, que no passado fez comentários anti-semitas e homofóbicos, não repetiu alegações recentes de que os diques de Nova Orleans podem ter sido explodidos - e não destruídos pelo Katrina - em uma tentativa deliberada de destruir a cidade. Líderes veteranos na defesa dos direitos civis, como Jesse Jackson, também participaram da manifestação em Washington. "Não imitem a violência, o racismo, o anti-semitismo, o anti-arabismo, a censura aos homossexuais. Precisamos... de outros milhões para construir uma coalizão multicultural. Não precisamos lutar sozinhos contra a pobreza, a ganância e a guerra", afirmou. O evento, que durou todo o sábado, teve entre os oradores artistas, ativistas e acadêmicos. |
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