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Atualizado às: 06 de outubro, 2005 - 17h47 GMT (14h47 Brasília)
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Militantes querem formar império islâmico, diz Bush
George W. Bush
Pesquisas de opinião mostram queda de apoio à guerra no Iraque
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a insurgência no Iraque faz parte de uma estratégia muito maior da al-Qaeda e de outros militantes islâmicos de acabar com a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio e aproveitar o vácuo resultante para tentar derrubar governos de países da região.

Ele citou o Egito, a Jordânia e o Paquistão como exemplos de locais onde os insurgentes acreditam que isso seja possível.

"Os militantes acreditam que ao controlar um país eles irão reagrupar as massas muçulmanas, possibilitando, assim, a derrubada de todos os governos moderados da região e estabelecendo um império radical islâmico que se estenderá da Espanha à Indonésia", afirmou.

No discurso realizado na Fundação Nacional para a Democracia, Bush admitiu que o Iraque está caindo nas mãos de militantes da al-Qaeda e explicou que os americanos deveriam ter paciência.

"Aqueles que pensam que nós podemos ignorar nossas derrotas e deixar o país estão perigosamente iludidos. Os Estados Unidos estariam mais ou menos seguros com Zarqawi e Bin Laden dominando o Iraque e seu povo?"

O presidente americano afirmou que, depois de retirar um ditador da dimensão de Saddam Hussein do poder, os Estados Unidos não ficariam assistindo a assassinos tomando o controle do Iraque.

"Guerras não são vencidas sem sacrifício e essa guerra vai exigir mais sacrifício, mais tempo e mais determinação", disse Bush.

Entretanto, o presidente americano fez questão de ressaltar que estavam sendo feitos progressos no Iraque e classificou as recentes disputas sobre a constituição iraquiana de "a essência da democracia".

Perda de apoio

"O inimigo considera todo recuo do mundo civilizado um convite para mais violência. No Iraque não existe paz sem vitória. Nós vamos manter nossa calma e alcançar essa vitória", disse Bush.

Pesquisas de opinião mostram que o apoio da população à guerra no Iraque está diminuindo cada vez mais.

De acordo com a pesquisa CNN/USA Today/Gallup, realizada no fim de setembro, apenas 32% dos entrevistados aprovam a forma como Bush está conduzindo o conflito no Iraque.

Ainda segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados acreditam que a invasão do Iraque liderada por forças americanas foi um erro e 63% dos participantes afirmaram querer que algumas tropas americanas sejam retiradas do país.

Recentemente, foi registrada nova escalada de violência no Iraque e analistas temem que a situação piore ainda mais até o dia 15 de outubro, para quando está marcado o referendo sobre a nova constituição iraquiana.

Na opinião de analistas, o discurso realizado por Bush na Fundação Nacional para a Democracia faz parte de uma tentativa para reconquistar apoio para sua administração em relação ao conflito no Iraque.

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