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Atualizado às: 06 de outubro, 2005 - 18h52 GMT (15h52 Brasília)
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Blair adverte Irã contra interferência no Iraque
Tony Blair (esq.) e Jalal Talabani em Londres
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O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, adveriu o Irã nesta quinta-feira de que "não há justificativa" para o país interferir no Iraque, depois de se reunir em Londres com o presidente iraquiano, Jalal Talabani.

Segundo Blair, há informações que ligam recentes atentados a bomba contra tropas britânicas no Iraque ao Irã ou ao grupo militante libanês Hezbollah, que conta com apoio iraniano.

"A natureza específica desses artefatos (explosivos) nos conduziu para elementos iranianos ou para o Hezbollah, mas não temos certeza absoluta disso", afirmou Blair.

Na quarta-feira, uma fonte do governo britânico que não quis ser identificada disse que a tecnologia das bombas vem da milícia Hezbollah do Líbano, via Irã, para dissidentes do Exército Mehdi, uma milícia controlada pelo clérigo xiita radical Moqtada Sadr.

Um líder do Exército Mehdi, Ahmed Al-Fartusi, foi preso recentemente por forças britânicas, o que levou a protestos contra a Grã-Bretanha em Basra, no sul do Iraque.

O Irã negou ter tido qualquer papel nas explosões que mataram oito soldados britânicos no Iraque nos últimos cinco meses.

"Isto é uma mentira. Os britânicos são a causa de instabilidade e crise no Iraque", disse o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Hamid Reza-Asefi, na televisão do país.

"Temos interesse num Iraque estável", disse Reza-Asefi.

Políticos iraquianos também manifestaram reservas sobre as alegações britânicas, feitas em um momento de crescente tensão entre a Grã-Bretanha e o Irã pelo aparente colapso das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

"Tais acusações são infundadas e nós não concordamos com elas de forma alguma", disse o primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim Jaafari, um xiita.

"Eu, pessoalmente, conversei com alguns irmãos iranianos. Eles negaram isso", disse Talabani.

Em entrevista coletiva conjunta Blair assegurou Talabani que que as tropas britânicas vão ficar no Iraque "o tempo que ele desejar".

Nesta quinta-feira, mais de dez pessoas morreram na capital iraquiana, Bagdá, na mais recente série de atentados a bomba.

66Iraque
Especial traz últimas notícias sobre a transição no país.
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