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Polícia tenta identificar autores dos ataques suicidas em Bali | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Investigadores na Indonésia estão tentando identificar os três autores dos atentados suicidas que atingiram Bali no sábado. O número total de mortos foi revisto para baixo: em vez de 26, como as autoridades indonésias informaram antes, 22 pessoas morreram, incluindo os três suicidas. Mais de cem pessoas ficaram feridas, 17 das quais estão em estado grave. A polícia afirma que os autores dos atentados podem ter tido a colaboração de outras pessoas, que estão sendo procuradas. Os investigadores também estão estudando um vídeo que mostra a imagem de um dos possíveis suicidas - um jovem com uma mochila entrando num restaurante onde pouco depois houve uma explosão. Grupo radical Em toda a Indonésia, a segurança está sendo reforçada. O major general Ansyaad Mbai, responsável pela operação antiterror da Indonésia, afirmou que aparentemente os atentados foram realizados pelo grupo radical Jemaah Islamiah, o mesmo dos ataques de 2002, em Bali, em que mais de 200 pessoas foram mortas. A maioria dos mortos é da Indonésia. Entre os feridos há turistas de Austrália, Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul. Mbai disse que os três suicidas foram a restaurantes em Jimbaran e em Kuta, no sábado, vestindo roupas com explosivos. "Tudo o que sobrou foram suas cabeças e pés", detalhou. O oficial disse que dois fugitivos da Malásia são suspeitos de organizar os atentados. Azahari Bin Husin e Noordin Mohamed Top estão na lista dos mais procurados da Indonésia desde os ataques de 2002. Nenhum grupo militante assumiu a autoria dos atentados deste sábado. O grupo extremista islâmico Jemaah Islamiah, citado por Mbai, teria ligações com a rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. Condenação O correspondente da BBC em Jakarta, Tim Johnston, disse que as autoridades locais já tinham alertado que grupos militantes estariam planejando outros ataques a alvos ocidentais na Indonésia, mas não houve nenhum aviso em particular nos últimos dias. Líderes mundiais condenaram os ataques. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos vão continuar trabalhando em parceria com a Indonésia na chamada "guerra contra o terror". O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, condenou os ataques. Blair disse que a Grã-Bretanha está pronta para ajudar no que for preciso. O presidente francês, Jacques Chirac, enviou uma mensagem ao presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, também condenando os ataques deste sábado. |
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