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Atualizado às: 28 de setembro, 2005 - 22h54 GMT (19h54 Brasília)
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EUA: Líder republicano na Câmara renuncia após ser indiciado
Tom DeLay
Acusação pode produzir problemas políticos para Bush
O líder da bancada republicana na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Tom DeLay, afastou-se da posição nesta quarta-feira, após ser indiciado por um júri no Texas por "conspiração criminosa".

As acusações estão ligadas ao seu envolvimento em um suposto esquema de contribuições corporativas para as campanhas eleitorais de 2002. Doações corporativas para campanhas são proibidas no Texas.

Segundo a Reuters, a acusação é que DeLay e dois de seus supostos co-conspiradores, John Colyandro e Jim Ellis, se envolveram em um esquema para a lavagem de US$ 190 mil em doações de corporações pelo Comitê Nacional Republicano (NRC, na sigla em inglês) para distribuir para os candidatos republicanos ao Legislativo do Texas.

O dinheiro teria sido distribuído ao NRC pelo Comitê de Ação Política Texanos por uma Maioria Republicana (TRMPAC, na sigla em inglês), criado por DeLay no Texas, Estado que representa, nas eleições estaduais de 2002.

DeLay estava sendo investigado por suspeitas de financiamento ilegal de campanha e uso de fundos corporativos no TRMPAC.

Problemas para Bush

Ele nega qualquer crime, mas anunciou que estava deixando o segundo posto na hierarquia republicana na Câmara – o primeiro é o presidente da Casa, Dennis Hastert.

O líder republicano descreveu o homem que o indiciou, o democrata Roy Blunt, como um "declarado defensor partidário".

Earl rebateu dizendo que o seu trabalho é "processar abusos de poder e levar esses abusos ao (conhecimento do) público".

O correspondente da BBC em Washington Oliver Conway diz que DeLay é uma das figuras mais influentes da política americana e que seu indiciamento deve causar problemas para o presidente George W. Bush.

O Partido Republicano anunciou que DeLay será substituído por Roy Blunt, que estava imediatamente abaixo de DeLay na hierarquia do partido na Câmara. Blunt, do Missouri, deverá dividir funções com David Dreier, da Califórnia, segundo informações da agência Reuters.

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que Bush ainda considera Tom DeLay "um bom aliado, um líder com quem trabalhamos intimamente para realizar coisas para o povo americano".

O indiciamento de DeLay se segue à revelação de que o líder republicano no Senado, Bill Frist, está sob investigação por supostamente usar informações privilegiadas para agir no mercado financeiro. Frist teria vendido ações de um hospital puco antes de o valor delas baixar.

As acusações aumentam a pressão sobre o partido num momento em que as taxas de aprovação do presidente Bush estão no patamar mais baixo do seu governo.

Um comitê de Ética do Congresso repreendeu DeLay três vezes por comportamento questionável.

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